A quarta e mais recente versão da placa do Mercosul passou a valer no dia 26 de agosto, quando entraram as novas regras do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) para o padrão de identificação veicular.
O novo formato está disponível para sete estados brasileiros em mais de dois milhões de veículos no país, o modelo perdeu elementos de segurança e ficou consideravelmente mais simples que o modelo original – que estreou dia 11 de setembro de 2018 no Rio de Janeiro, onde mais de 835 mil carros, motos e utilitários já circulam com a placa Mercosul.
Nesta ultima atualização a placa deixa de trazer duas características visuais criadas para prevenir clonagens e falsificações: as palavras “Brasil” e “Mercosul” com efeito difrativo, semelhante a um holograma, aplicadas sobre os caracteres e na borda externa; e as chamadas ondas sinosoidais, grafadas no fundo branco do equipamento. No lugar do efeito difrativo, as inscrições passam a vir na mesma cor dos caracteres, praticamente desaparecendo.
Desde quando o novo modelo da placa passou a valer no Rio de Janeiro, em janeiro de 2018, passou por outras duas modificações visuais. sempre relacionadas a itens de segurança e com a alegação, de parte do governo federal, de redução nos custos de fabricação, passando para o consumidor final.
A primeira delas aconteceu já em setembro do ano passado, por meio da Resolução 741, que retirou o lacre, utilizado até hoje na placa cinza e substituído pelo QR Code – que permite rastrear todo o processo de produção da placa. O fim do lacre, de fato, ajudou a reduzir o preço da placa Mercosul no Rio.
Em novembro de 2018, outra resolução (748) do Contran determinou a exclusão da bandeira do Estado e do brasão do município de registro do veículo.
A nova placa será mais barata?
Se a remoção do lacre, lá em 2018, resultou em diminuição efetiva no preço da placa no Rio de Janeiro, a mais recente alteração, que sacou o “hot stamp” com efeito difrativo e as ondas sinusoidais, poderá não surtir os efeitos desejados – ao menos nos Estados com maior frota.
Hoje, a placa Mercosul, que já está disponível no Rio de Janeiro, sai por R$ 173,07 para automóveis e R$ 52,98 para motos – a placa cinza custava R$ 219,35 para carros no Estado fluminense.
Estados que ainda não aderiram:
A Resolução 780/2019 adiou a implantação obrigatória do padrão Mercosul nos demais Estados e no Distrito Federal de 30 de junho passado para 31 de janeiro de 2020. Ao mesmo tempo, desde 26 de agosto, as unidades da Federação que ainda não aderiram já podem migrar ao novo formato. Porém, até agora não houve mais adesões.
Isso se explica por conta de dúvidas, questionamentos e dificuldades dos Detrans, explicitadas em ofício redigido pela AND (Associação Nacional dos Detrans) e enviado ao Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) em 29 de julho.





