A presença da tecnologia no nosso cotidiano provoca um fenômeno contraditório: quanto mais aumenta a dependência do smarthphone e a conexão com a pessoas de todos os lugares, maior o isolamento físico do próximo.

Neste sentido, o fotógrafo americano Eric Pickersgill realizou um ensaio um tanto quanto peculiar. Pickersgill posicionou pessoas nas mais diversas situações, com apenas uma coisa em comum: em todas as imagens, havia pessoas mexendo em seus celulares. Ele, então pediu para que as pessoas parassem de se mover, retirou os aparelhos de suas mãos e as fotografou.
Apesar de a ideia ser interessante, vale ressaltar que o mesmo efeito seria obtido se fotografias de décadas passadas tivessem jornais, livros ou quais itens fossem digitalmente removidos das mãos das pessoas fotografadas. Embora a atual geração ter, de fato, um problema de dependência tecnologia, há também de se ressaltar que a única novidade é o fato de que, hoje, temos celulares. Curiosamente, um celular dá acesso a um conteúdo infinitamente maior do que um jornal ou um livro – afinal, pelo próprio celular, você pode ler quantos livros ou jornais quiser.





