Ameaças não intimidam o jornalista José Luiz Datena. É o que ele diz. “Estou muito mais próximo da linha de chegada do que da linha de partida. Se um cara me der um tiro hoje, eu morro rindo. Não tenho medo”, garante.
Pouco preocupado em agradar, Datena usa o humor na mesma medida em que abusa da polêmica. E diz claramente que não gosta —nem nunca gostou— do jornalismo policial que o transformou em estrela da televisão. “Não gosto de programa de polícia. Eu odeio isso. Não gostava, nunca gostei e não gosto”, diz ele, prestes a completar 50 anos de carreira.
Cogitado para disputar as próximas eleições municipais, depois de ter retirado sua candidatura ao Senado no último pleito nacional, o jornalista diz que ainda não definiu seu futuro, mas que pode, sim, sair em uma chapa. E garante: desta vez, vai até o fim. “Se eu lançar a candidatura, ou vice ou a prefeito, dessa vez, eu não volto atrás.
“Datena falou ainda sobre o trabalho com esporte —”como locutor, eu era uma sonora bosta, mas como repórter eu era considerado bom”— e sobre a relação com a filha, a modelo Leticia Wiermann.
“É difícil falar dela, porque se parece muito comigo em quase tudo, menos na beleza. Ela tem um gênio brabo para caramba. Eu acho a minha filha um barato de empoderamento da mulher.”





