Colecionar momentos é um hobby para o designer gráfico Marcelo Mesalira. O morador de Jundiaí de 36 anos faz trilhas desde 2010 e compartilha as viagens com os amigos e seguidores de um jeito peculiar: selfies impactantes.

Uma das fotos foi compartilhada em uma lista denominada “As 50 selfies mais perigosas do mundo” feita por um site americano, em setembro deste ano.
A imagem foi registrada por ele em uma travessia na Serra do Mar que conecta Paranapiacaba (SP) e Cubatão (SP).
Sem saber como foi escolhido, ele acredita que tenha sido localizado a partir de hashtags nas redes sociais.
“Existem muitas trilhas em Paranapiacaba e a maioria é proibida. Infelizmente, o povo não tem maturidade para ser cuidadoso nem consigo mesmo, nem com a natureza. Então, as proibições acabam sendo necessárias”, diz.
A foto na estrutura foi listada ao lado de outras 50 de várias locais do mundo, como do alto de prédios e ao lado de animais perigosos.
“Me sinto privilegiado por ter coragem de estar em lugares como esses, onde a maioria das pessoas não iria, e adoro a altitude e a natureza. Acho que essas fotos são resultado dessa equação.”
O aventureiro afirma que, sempre que pode, faz fotos ao estilo que desperta aflição para quem vê. Entre os pontos turístico escolhidos estão Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro, e em Capitólio, nos cânions da represa de Furnas.
O designer aconselha sobre o perigo de qualquer pessoa tentar fazer esse tipo de foto. “Esse tipo de foto não é aconselhada para qualquer pessoa. Uma distração, um tropeço, vertigem, labirintite, um calçado inapropriado, uma brincadeira, entre outras coisas, podem ser extremamente perigosos nesses ambientes. Portanto, a utilização de equipamentos de segurança é extremamente necessária nesses momentos”, aconselha.






