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sábado, 5 setembro, 2026

Após canonização, Santa Dulce dos Pobre se torna primeira santa brasileira

A religiosa baiana Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, a Irmã Dulce, foi canonizada neste domingo (13) pelo papa Francisco e se tornou a primeira santa brasileira. Ela teve dois milagres reconhecidos pela Igreja Católica e agora passa a ser chamada de Santa Dulce dos Pobres.

A cerimônia de canonização aconteceu na praça São Pedro, no Vaticano, em frente à basílica de mesmo nome, com duração de cerca de duas horas. Iniciada às 5h10 (horário de Brasília), a missa teve uma liturgia específica para canonizações.

Logo após cantos iniciais e a saudação do papa, o cardeal Angelo Becciu, prefeito da Congregação das Causas dos Santos, fez o pedido formal ao pontífice para que cincos beatos fossem considerados santos.

Além de Irmã Dulce (1914-1992), foram canonizados o britânico John Henry Newman (1801-1890), a italiana Giuseppina Vannini (1859 -1911), a indiana Mariam Thresia Chiramel Mankidiyan (1876 -1926) e a suíça Marguerite Bays (1876 -1926).

Uma canonização só acontece diante do papa, no Vaticano, diferentemente da beatificação que pode ser realizada no lugar de origem do religioso.

O processo de canonização da baiana foi o terceiro mais rápido da história da Igreja Católica (27 anos após sua morte), atrás apenas do papa João Paulo 2º (1920-2005) e de Madre Teresa de Calcutá (1910-1997), cujo trabalho social foi comparado ao de Irmã Dulce nos últimos dias.

Os milagres de Santa Dulce dos Pobres:

Foram dois os milagres de Santa Dulce reconhecidos pela Igreja Católica.

Em 2011, foi anunciada sua sua beatificação com o reconhecimento do primeiro milagre. O caso aconteceu em 2001, em Sergipe, quando as orações a Irmã Dulce teriam feito cessar uma hemorragia em Claudia Cristina dos Santos, que permaneceu durante 18 horas após dar à luz o seu segundo filho.

Neste ano, foi reconhecido o segundo milagre: depois de 14 anos convivendo com uma cegueira causada por um glaucoma, o maestro José Maurício Moreira recuperou a visão em 2014. Ele estava presente na cerimônia deste domingo e participou do momento do ofertório.

Segundo o Vaticano, 50 mil fiéis acompanharam a celebração dentro da praça, cujo acesso era permitido após passagem por detector de metais.

Apesar de cheia, havia espaços vazios nas alas destinadas aos devotos. Outras pessoas assistiram à cerimônia do lado de fora, dois telões e sistema de som fizeram a transmissão. Para quem não tinha convite, como as autoridades políticas e religiosas, a entrada foi por ordem de chegada, e a fila começou a se formar por volta das 6h.

Comitiva brasileira:

Apesar do presidente Jair Bolsonaro não ter viajado até Roma para a beatificação de Santa Dulce, alegando problemas de agenda, o vice-presidente Hamilton Mourão liderou a comitiva brasileira. Dentre as autoridades presentes estiveram s presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, o procurador-geral da República, Augusto Aras, além do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM).

O ex-presidente José Sarney, um dos políticos mais próximos de Irmã Dulce, também fazia parte do grupo. Ele se sentou próximo do príncipe Charles.

Os demais políticos e autoridades brasileiras presentes, como o governador da Bahia, Rui Costa (PT), estavam na plateia, que tinha ainda arcebispos, bispos e cardeais, além de inúmeros padres e freiras.

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