Está valendo tudo em nome da modernidade. O assunto surgiu durante uma reunião do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Jundiaí (Compac). A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) derrubou um prédio que era usado pelas antigas estradas de ferro Sorocabana, na estação de Jundiaí.

O prédio demolido – histórico – era tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat). Segundo a CPTM – e nunca se sabe quando ela está falando seriamente – a demolição do prédio estava prevista num projeto básico.
A explicação da CPTM é canhestra: “uma parte da edificação, que era utilizada como sala técnica de sinalização, foi demolida. Essa demolição estava prevista no projeto básico do restauro, aprovado pelo Condephaat em 2010. O objetivo foi melhorar a visibilidade da estação tombada e ampliar os acessos durante a execução das obras de restauro”.
É na frase “durante a execução das obras de restauro” que está a incoerência. Restaurar é exatamente o contrário de demolir. E agora resta à CPTM restaurar talvez alguns tijolos. O Compac, por sinal, não havia aprovado o projeto da CPTM, que já desfigurou parte da estação da antiga Estrada de Ferro Santos a Jundiaí. A não aprovação é considerada infração grave, conforme a Lei de Proteção ao Patrimônio.
Quanto à manutenção da estação, a CPTM está um desastre. O telhado da parte externa eswtá cheio de buracos. Pombos já construíram ninhos, e ambulantes fazem a festa. Que a CPTM precisa reformar a estação é fato sabido. Mas não precisa destruir a história de uma cidade em favor de seus interesses.





