Após publicar um relato sobre uma cadela que teve parte das patas traseiras, das orelhas e do rabo decepada, a protetora de animais Luisa Mell foi duramente criticada por parte do público que viu no texto uma crítica a religiões de matriz africana (o que, vale dizer, não foi citado) e passou a chamá-la de racista e intolerante. O postagem foi feita pela protetora nesta quinta-feira (24).
No texto publicado, Luisa escreveu: “em nome de uma religião, uma crença, um ritual”. “Não entendo por que ele tem que pagar com seu corpo, com seu sofrimento, a crença alheia”.
Para reforçar a polêmica, um post que circula pela internet com o depoimento de uma veterinária que teria supostamente presenciado o atendimento do pet, chama Luisa de “sensacionalista”. Ela diz que o animal foi atropelado, teve trombose nas pernas e precisou sofrer a amputação – e não passou por um ritual religioso. Foi o que bastou para muita gente tomar o texto como incontestável.
“Tenho todas as provas. Minha veterinária garante que não é atropelamento, que aquilo foi feito por alguém, com faca ou tesoura”, afirma a Luisa. “Pode ter sido só maldade, mas sacrifício é uma realidade. Continuo sendo contra qualquer religião que faça isso, inclusive a minha. Não penso que animal seja comida, vestuário, por que acharia aceitável ser machucado em um ritual?”, escreveu a protetora.
O pet foi levado até o Instituto Luisa Mell nesta semana, onde está sendo tratado. Ganhou o nome de Damiana. “Existe uma campanha muito grande contra o meu trabalho, toda semana é a mesma história”, reclama Luisa.





