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sexta-feira, 4 setembro, 2026

Pai entrega filho a polícia ao saber que ele matou idoso em SP

Um desfecho raro partiu do próprio pai que, ao descobrir que o filho é o principal suspeito de matar e enterrar um idoso de 68 anos em Ilha Comprida, no litoral paulista, entregou o filho à Polícia Militar. A ajuda foi enviada a PM, junto a fotos e informações até chegarem a Wesley Eduardo de Oliveira, de 29 anos, ainda desaparecido.

A vítima, o ajudante de pedreiro Moises Ribeiro da Silva, foi encontrado morto e enterrado no quintal da casa onde residia após um roubo registrado no dia 13 de novembro. Segundo a PM, as equipes continuam investigando juntamente com a Polícia Civil para localizar o suspeito foragido.

Com outra passagem pela polícia, em que é acusado de homicídio por ter carbonizado o corpo da vítima, o suspeito representa um perigo para a sociedade, segundo alerta a Polícia Militar.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) ressaltou que o caso é investigado em inquérito policial instaurado pela Delegacia de Ilha Comprida. A prisão temporária do suspeito já foi decretada pela autoridade responsável e decretada pela Justiça. A equipe continua em diligências para localizar Wesley e outros possíveis envolvidos no crime.

O pai de Wesley enviou à família da vítima um áudio pedindo perdão pelas atitudes do filho. “Não é justo uma pessoa trabalhar a vida inteira e agora, na aposentadoria, que era para ele curtir, alguém tirar a vida dele para roubá-lo. Eu peço perdão, da minha parte, pelo que meu filho fez, mas eu quero que a Justiça seja feita. Isso não é justificável. É uma barbaridade”, disse.

O crime

A filha da vítima, que mora em Itapevi, contou que seu pai vivia sozinho e que costumava ligar para ele com frequência. No dia 11 de novembro, ela teria conversado normalmente com ele, mas a partir do dia seguinte tentou novos contatos e não foi atendida.

No dia 13, ela recebeu uma ligação do celular do pai. A pessoa que atendeu se identificou como Douglas e informou que estava na casa de Moises para cuidar do imóvel. Segundo Douglas, o ajudante de pedreiro teria ido viajar.

A filha estranhou a situação e fez contato com seus irmãos, que imediatamente se deslocaram até a cidade de Ilha Comprida e pediram auxílio ao tio deles. Quando chegaram no local, encontraram o tio e o homem que se apresentou como Douglas.

O suspeito acompanhou os filhos do pedreiro até uma unidade da PM. Lá, eles foram orientados a registrar o desaparecimento do pedreiro em uma delegacia. Depois disso, o suspeito saiu na bicicleta do idoso, alegando que iria comprar cigarros, mas não retornou mais ao imóvel e não atendeu mais o celular.

Na residência, um dos filhos do idoso viu um amontoado de galhos no quintal e percebeu que a terra estava fofa. Embaixo, ele encontrou uma lona e um pó branco, que aparentava ser cal. O filho resolveu escavar e achou o corpo do pai cheio de ferimentos.

A Polícia Militar e o Instituto de Criminalística estiveram no local. Segundo os filhos da vítima, a moto, os documentos pessoais, o celular e a bicicleta do idoso não foram encontrados na residência.

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