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quinta-feira, 3 setembro, 2026

Dona da Louis Vuitton compra joalheria Tiffany por US$ 16,2 bilhões

O grupo número um mundial do setor de luxo, o francês LVMH, anunciou hoje a compra da joalheria americana Tiffany por US$ 16,2 bilhões, o equivalente a R$ 68 bilhões, a maior aquisição da história da empresa comandada pelo bilionário Bernard Arnault.

Em um comunicado conjunto, os dois grupos afirmam ter “concluído um acordo definitivo para a aquisição da Tiffany pelo LVMH a um preço de US$ 135 a ação. A operação avalia a Tiffany em 14,7 bilhões de euros, 16,200 bilhões de dólares”.

“Temos a ambição de fazer brilhar esta marca emblemática com todo o cuidado e toda a determinação que conseguimos demonstrar em todas as marcas a que nos unimos ao longo de nossa história”, disse Bernard Arnault, citado no comunicado.

“Tiffany é uma empresa que goza de um patrimônio e um posicionamento únicos no mundo do mercado de alta joalheria e nos inspira um imenso respeito e uma grande admiração. Estamos felizes de permitir que siga brilhando no futuro”, completou Arnault.

Para ao grupo francês, a aquisição “vai reforçar a posição do LVMH na alta joalheira e aumentar sua presença nos Estados Unidos. A chegada da Tiffany, que se soma às outras 75 casas do grupo, vai dar uma nova dimensão ao setor de relógios e joias”, resume o comunicado.

O grupo francês propôs inicialmente em 15 de outubro US$ 120 por ação da Tiffany, famosa por seus anéis de casamento e seus diamantes, antes de elevar a oferta para US$ 130 na semana passada.

A última oferta levou a Tiffany a revelar suas contas a LVMH, que finalmente decidiu propor US$ 135 por ação.

No ano fiscal de 2018, o grupo francês registrou vendas que alcançaram 46,8 bilhões de euro, um recorde, com um lucro total de 6,4 bilhões e margens operacionais de 21,4.

A joalheria de Nova York, fundada em 1837, buscava há vários anos modernizar sua imagem e atrair uma clientela mais jovem. O volume de negócios foi de US$ 4,4 bilhões no ano fiscal encerrado em 31 de julho, 6,5 a mais que no período anterior.

O crescimento da empresa foi afetado pela valorização do dólar e a queda dos gastos dos turistas nos estados Unidos.

A operação “acontece no momento quando nossa marca está imersa em uma transformação importante”, disse Alessandro Bogliolo, diretor geral Tiffany, citado no comunicado, no qual afirma esperar que “forneça suporte, recursos e um impulso adicional para alcançar objetivos”.

“O Conselho de Administração concluiu que esta operação abre perspectivas muito promissoras com a LVMH, um grupo que aprecia os pontos fortes da Tiffany e poderá investir em seus equipamentos e ativos únicos, oferecendo ao mesmo tempo um preço atraente e um valor claro aos seus acionistas”, disse Roger N. Farah, presidente do Conselho de Administração.

A Tiffany emprega mais de 14 mil pessoas, incluindo 5 mil joalheiros artesanais. Também possui uma rede de mais de 3.200 lojas em todo o mundo, todas administradas diretamente, sem varejistas multimarcas.

O diamante é sua principal atividade. Mais da metade de suas joias tem pelo menos uma dessas pedras.

A conclusão do negócio está programada para meados de 2020, “sujeita às condições precedentes habituais, incluindo a aprovação dos acionistas da Tiffany e as aprovações regulatórias”, destaca o comunicado.

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