A greve de caminhoneiros, convocada para esta segunda-feira (16), não se confirmou. Até as 9h30 da manhã não havia registros de paralisação em nenhuma estrada do Brasil. Mas a categoria está em alerta e o risco de paralisação ainda existe.
Os caminhoneiros estão de olho em duas medidas que poderão determinar se haverá greve ou não. A primeira será conhecida nesta terça-feira (17). Trata-se da publicação, no Diário Oficial da União, da resolução que determina o cumprimento das regras de emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) pelas transportadoras. O documento serve para regulamentar o pagamento do valor do frete ao caminhoneiro.
Nova tabela de frete
A segunda medida que pode levar à greve de caminhoneiros e a nova tabela de frete. A divulgação está prevista para o dia 20 de janeiro. “Vamos analisar se o governo vai começar a atender nossas demandas. Desde a paralisação feita no ano passado, nada mudou”, diz o presidente da União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam), José Araújo Silva.
A nova tabela de frete será divulgada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Um estudo feito pelo grupo de pesquisa em Logística Agroindustrial ESALQ-LOG, ligado à Universidade de São Paulo, informa que o setor espera um reajuste médio em torno de 14%.
Araujo teme que não haja reajuste nos valores pagos aos caminhoneiros. Segundo ele, em audiência pública feita na ANTT no dia 22 de novembro, os representantes dos embarcadores se recusam a negociar aumento para o frete.





