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quinta-feira, 3 setembro, 2026

Mau uso das redes sociais pode levar jovens a desenvolverem ansiedade

Atualmente vive-se na era da informação e, assim, as redes sociais estão na palma da mão. O mau uso dessas mídias de comunicação de massa pode fazer com que jovens desencadeiem transtornos como o de ansiedade.

Algumas vezes a não percepção de que existe um transtorno pode ser ainda pior para o jovem que, quando descobre que possui problemas em relação ao uso das redes sociais, se vê desorientado ou sem entender o que realmente é a ansiedade e que sofrem de adicção ao uso das redes sociais.

A ansiedade é definida por profissionais da área da saúde como preocupação excessiva ou expectativa apreensiva.

Estar o tempo todo a espera de mensagens de aplicativos como Whatsapp, sempre atento aos likes do Instagram, ou então procurar sempre ter várias curtidas no Facebook podem ser sintomas que levam à ansiedade. Mas quando esses jovens não têm suas expectativas correspondidas, há frustração e desencadeamento do transtorno que pode ainda, levá-los ao desenvolvimento de outras doenças como depressão.

Não há um tratamento específico direcionado a esse tipo de doença, mas alguns métodos como desintoxicação das redes sociais são apontados como eficientes e são desenvolvidos em universidades como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

De acordo com a pesquisa Digital In 2018, feita pelo site We Are Social, o Brasil ficou em segundo lugar no ranking de tempo de utilização de redes sociais, com 3h39 gastas online, ficando em segundo lugar no ranking, perdendo apenas para Filipinas. Dentre as redes sociais mais acessadas pelos internautas brasileiros estão Facebook e Whatsapp.

Já uma outra pesquisa, desta vez realizada pela Viacom International Media Networks, de 2019, os adolescentes do Brasil acessam as redes sociais, em média, 63 vezes por dia, e 64% deles se sentem pressionados a responderem mensagens recebidas em até meia hora, no máximo.

A ansiedade se torna um transtorno, ou então uma doença, quando passa a ser desregulada, gerando sofrimento demasiado e reduzindo o rendimento emocional e cognitivo. Quando se apresenta de forma patológica, pode assumir diversas faces e expressões clínicas. Podem ser elas: transtorno de ansiedade generalizada (TAG), síndrome do pânico (SP), síndrome do estresse pós-traumático (SEPT), transtorno compulsivos e obsessivos-compulsivos (TOC), e fobias específicas.

Como identificar o nível de dependência das redes sociais:

Para identificar o nível de dependência, o diagnóstico correto só pode ser dado por psicólogos ou psiquiatras. No entanto, existem outros meios de identificar e medir o grau de dependência da pessoa utilizado por pesquisadores, como os questionários.

Esse tipo de questionário possui 26 perguntas, onde os entrevistados devem apontar o grau de concordância ou discordância que apresentam em relação ao item em questão. Elas podem ser “me sinto inquieto e irritado quando não tenho acesso ao smartphone” ou “me sinto disposto ao usar o smartphone mesmo quando me sinto cansado”, por exemplo.

Uma outra alternativa é o detox digital. Funciona como uma “dieta” das redes sociais, onde o paciente, depois de identificado como dependente, se submete a ficar distanciado das redes sociais até que seu tratamento comece a dar resultado e apresente melhora no quadro de ansiedade.

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