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Jundiaí
terça-feira, 14 abril, 2026

Dia de reflexão

Desde 1992, quando a ONU (Organização das Nações Unidas) instituiu o Dia Mundial da Água, o 22 de março vem sendo comemorado a fim de despertar a atenção de povos do mundo todo sobre a necessidade da preservação e da manutenção deste recurso hídrico.
Mas esta necessidade de preservação nunca foi tão discutida como nos últimos 12 meses, com a severa crise hídrica que afetou principalmente os estados de São Paulo e Minas Gerais.
O Sistema Cantareira, o maior complexo produtor de água para a Região Metropolitana de São Paulo, chegou a níveis alarmantes. Cidades da região de Jundiaí, como Itu, viveram o drama das torneiras secas por meses. Foi uma situação crítica e desesperadora para milhares de famílias mas chamou a atenção da população para um fato até então ignorado: a água é um elemento esgotável.
Jundiaí foi uma exceção em meio à crise. A DAE manteve o abastecimento normal e a cidade foi citada como exemplo de boa gestão hídrica em mídias locais, regionais e até nacionais como Época, Veja, Bandeirantes, SBT Brasil e Rede Globo. Todas as reportagens buscaram entender o porquê não houve crise no município.
A resposta é simples: a situação confortável de Jundiaí diante da crise é resultado de planejamento e de investimentos realizados anos atrás e que vem sendo mantidos. É resultado da mente visionária de ex-prefeitos das décadas de 70 e 80 e de funcionários que passaram pela DAE ou que ainda estão trabalhando na empresa.
Todos deixaram contribuições como a inauguração da Estação de Tratamento de Água de Jundiaí e da Casa de Bombas, a autorização de captação da água do Rio Atibaia; construção das duas represas e da barragem do Parque da Cidade e outras obras que foram essenciais para garantir o abastecimento durante a crise.
E estes investimentos não podem parar. Esta administração vem trocando tubulações antigas que reduzem a perda física e substituindo hidrômetros com mais de cinco anos de uso. Desde 2013 realiza projetos de recuperação, conservação e preservação de manancial que vão garantir, daqui a cinco ou seis anos, o aumento da produção de água do Rio Jundiaí Mirim, a principal fonte de abastecimento do município. Também está em estudo a ampliação da represa, de 8.3 bilhões de litros de água para cerca de 9 bilhões de litros.
A DAE também está investindo, desde 2014, em campanhas de uso racional e, com o apoio de toda a população, o consumo caiu 15% e hoje não falta água em Jundiaí.
É de suma importância que a população entenda que os atos de lavar a calçada ou tomar banhos demorados são práticas que devem ser abolidas do dia a dia. E que o investimento em tecnologias simples, como torneiras com temporizador ou válvulas de descarga com duplo acionamento, trazem retorno a curto prazo e grande benefício ao meio ambiente.
É por isso que neste Dia Mundial da Água convido a todos a uma reflexão sobre a importância da preservação e do bom uso deste recurso hídrico, para que juntos possamos preparar o ambiente para a chegada das novas gerações.

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