Não é fácil. O programa é exibido às onze da noite dos domingos, mas mesmo assim, a jornalista Aline Patrícia Bergamini conseguiu em oito meses um público que nem ela imaginava conquistar. No comando do programa Antenadas, na TV Rede Paulista, aborda assuntos voltados à mulherada – embora boa parte de seu público seja de homens.
Nascida em Santos, Aline chegou em Jundiaí aos 12 anos de idade – hoje está com 35. Formada em Jornalismo, fez pós-graduação em Gestão de Pessoas, e agora curso o 4º ano de Psicologia. É casada com Sérgio há 13 anos e tem uma filha de 10, Líris. E garante (já provou publicamente que sabe cozinhar. E ainda encontra tempo para seu lado comercial – tem uma loja de produtos eróticos.
Tudo começou por acaso. “Recebi o convite de um apresentador da TV Paulista, que achou que eu tinha jeito para isso – conta ela. Fui apresentada à direção e aí passei a fazer o Antenadas. Isso em outubro do ano passado”.
É um programa feminino, dividido em dois blocos. No primeiro, Champanhe no Divã, sempre há entrevistados para discorrer temas voltados ao público feminino. “São entrevistas sobre o cotidiano da mulher – explica – como carreira, filhos, maternidade”. No segundo bloco, o bicho pega – é o Desejo Oculto.
Nesse bloco, de oito minutos, também leva entrevistados, que respondem às perguntas de telespectadores e internautas. Um convidado por programa – se der Ibope, volta para outros. Recentemente levou o colunista social Picoco Bárbaro para falar sobre sexo, e só no Facebook, onde o vídeo é inserido, teve mais de 20 mil visualizações.
“Procuramos responder às perguntas dentro do bom senso e com base no que aprendemos, conta Aline. Não somos especialistas, mas temos base para falar sobre muitos assuntos”. Bem desenvolta, aceita bem tanto críticas quanto elogios. Mas não leva desaforo para casa.
“Não sou uma lady, diz ela. Se vier baixaria, respondo com barraco mesmo. É diferente uma crítica de uma ofensa”. E essa sinceridade – ela mesmo explica – tem dois efeitos. “Como não tenho papas na língua, acabo me identificando com as pessoas autênticas, mas por outro lado também devo criar inimizades. Mas sou assim e não vou mudar”.
O marido a apoia e vê o programa. A filha dorme mais cedo. E Aline já ensaia com um grupo de teatro para se apresentar no Polytheama em outubro. A peça é Hair Spray. Pretende continuar fazendo televisão, e o tipo de programa vai depender do momento e da oportunidade.
Com temas picantes na TV – o programa é reprisado às segundas de quartas-feiras, também às onze da noite – foi natural aparecerem as cantadas.
Nada mal para quem achava que o programa não ia dar em nada, que não ia rolar. Melhor ainda para quem ouvia da mãe (ela é filha única) que não sabia o que queria da vida. “Talvez ela tivesse razão, mas o problema é que eu quero muitas coisas, sou persistente e tenho conseguido chegar onde quero”, diz ela, definindo seu sucesso.





