Nosso País, até recentemente, era considerado uma economia emergente, ou seja, capaz de sair do subdesenvolvimento e tornar-se uma nação avançada.
O que assistimos hoje é uma inversão de expectativas. Ao invés de avançarmos rumo a um futuro próspero, estamos retrocedendo de volta à triste condição de país subdesenvolvido.
A vida nos países subdesenvolvidos é sempre uma vida de muito sacrifício. As pessoas trabalham duro a vida inteira e não conseguem sair do lugar. E o que é pior: além da falta de chances de melhorar de vida, o trabalhador ainda vê, como acontece no Brasil, por cada ano de trabalho, cinco meses do seu salário ser tomado pelo Estado, sob a forma de impostos e taxas, enquanto a sua própria família passa necessidades.
O que aconteceu? Por que deixamos a condição de país emergente e estamos voltando, de ponta cabeça, para o subdesenvolvimento?
Para sair do subdesenvolvimento o país precisa ter uma economia forte. O que faz a economia ser forte é o crescimento do mercado, das empresas, das indústrias, das prestadoras de serviço. Ou seja: o instrumento para sairmos do subdesenvolvimento é um mercado dinâmico, que dê aos investidores confiança para criarem mais empreendimentos, criando um ciclo de prosperidade que gere mais e melhores empregos, e, com isso, mais e melhores salários. É exatamente isso que acontece nos países de economia avançada.
O que aconteceu aqui, que nos deixou nessa crise, foi que o governo petista, ao invés de cuidar do desenvolvimento da economia brasileira, desperdiçou nossos recursos criando 39 ministérios, empregando 25 mil companheiros em cargos comissionados e emprestando dinheiro, de forma sigilosa, para Cuba, Venezuela, Angola e outros países com os quais tem afinidade ideológica.
Ao invés de investirem na saúde, no transporte, na segurança, na melhoria da infraestrutura e do saneamento básico, gastaram o dinheiro público em medidas que tinham um único objetivo: ganhar a eleição. Daí a propaganda da diminuição na conta de luz, cuja diferença era paga com dinheiro do Tesouro e, como consequência, causou um rombo de bilhões, que estamos tendo de pagar agora, com juros pesadíssimos. Daí a propaganda da gasolina que não subia, enquanto a Petrobrás era saqueada e hoje tem dificuldade até em calcular quanto foi o prejuízo. Fizeram isso e muito mais não porque era bom para o Brasil, mas porque dava voto.
E não tem desculpa. Dilma foi advertida por economistas de renome sobre as consequências de sua política econômica todos os dias, repetidamente, durante os quatro anos do seu primeiro mandato. Mas, mesmo assim, não mudou um milímetro. Só depois das eleições, depois de ter dito na TV que 2015 ia “bombar” – o que ela sabia que não era verdade – é que a máscara caiu. Como pode a presidente do Brasil mentir para o seu povo? Hoje ela colhe o que plantou. Ninguém confia mais nela e no seu partido.
Vamos passar anos com a economia parada, com o País retrocedendo, com os serviços públicos, que já eram péssimos, piorando ainda mais, com o aumento do desemprego e da inflação. O que o PT fez com o Brasil foi uma irresponsabilidade, um crime de consequências terríveis para a sua vítima, a população brasileira.
Em tudo isso, pode ser que haja uma coisa boa: aprendermos a lição. Repudiar os que fizeram tanto mal ao País e não deixar mais que eles nos enganem.
Miguel Haddad – Deputado federal




