O Homem do Comércio, como é chamado Edison Severo Maltoni, preside duas importantes entidades: a Câmara dos Dirigentes Lojistas de Jundiaí, o Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio), que atende seis cidades; é também conselheiro estadual do Sesc, e ainda diretor de Fomento ao Comércio e Serviços da Prefeitura de Jundiaí, órgão da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.
À frente do Sincomércio é o responsável por um dos maiores passos que a cidade deu em termos de tecnologia – após assumir a gestão da Incubadora de Empresas, reformular seu modelo e adaptar-se à legislação, conseguiu que o Sincomércio fosse o primeiro (por enquanto único) em todo o Brasil a ser certificado e ter condições de requerer em Parque Tecnológico, que está sendo implantado em Jundiaí.
“O projeto da Incubadora existe desde o ano 2000, mas não estava funcionando como queríamos, conta ele. Então refizemos tudo. Construímos a nova Incubadora, que fica na marginal direita da Via Anhanguera, e por meio de convênio com a Prefeitura, tornamos seu gestor. Hoje temos 12 empresas sendo incubadas e estamos aprovando mais dez”.
O parque já tem área (215 mil metros quadrados), e agora Edison aguarda sua construção. “Já somos um Citjun (Centro de Inovação e Tecnologia) e o projeto vai abrigar empresas que inovem e que tragam tecnologia. Não precisam ser empresas gigantes, mas precisam ser inovadoras”, diz ele. A previsão é que tudo esteja pronto e funcionando em novembro do próximo ano.
No edital para inscrição das empresas, apareceram 12 interessadas para as dez vagas disponíveis. “E no dia seguinte do encerramento do prazo – conta Edison, outras doze, que não podem participar, o que significa que o projeto é viável e de interesse”.
À frente do Sincomércio, que é patronal, Edison tem outras preocupações. São 8.537 estabelecimentos de varejo e serviços só em Jundiaí. Na região, o sindicato atende outras cidades, como Campo Limpo, Várzea Paulista, Jarinu, Itupeva e Cabreúva. E cabe a ele a negociação com os sindicatos de empregados, os acordos para trabalho extra em fins de semana e datas especiais.
“Temos uma relação amigável e tranquila, diz Edison. Um exemplo: somos um sindicato patronal, mas oferecemos cursos de capacitação e requalificação para empregados do comércio”. Além disso, o Sincomércio oferece exames periciais com desconto, tem corpo jurídico para orientação de associados e tem o posto da Junta Comercial na cidade há 20 anos.
A CDL é outra história. Além de defender os interesses do comércio, oferece inúmeros benefícios aos associados, como descontos em cinemas e parques de diversões, planos de saúde e odontológico subsidiados e consulta ampla de crédito, uma vez que o banco de dados abrange o SPC e o Serasa.
“Somos os responsáveis diretos pela instalação de um posto da Guarda Municipal no Centro – diz ele – ao lado da Catedral, que resultou numa queda de 33% no número de furtos e roubos naquela área”.
Se o comércio já tinha o Senac em Jundiaí, a vinda do Sesc modificou muitos hábitos. Já tem mais de 40 mil usuários cadastrados em dois meses. “Qualquer funcionário de estabelecimento comercial pode se filiar ao Sesc e aproveitar tudo o que ele oferece, em termos de atividades esportivas, sociais e culturais”, explica Edison.
Mas ele lamenta também a falta de interesse em melhorar o atendimento, ou aprimorar o conhecimento. “Antes da Copa, abrimos 150 vagas para cursos de Inglês e Espanhol, conta ele, e de graça. Apareceram seis inscrições. Isso nos decepciona”.





