Nos últimos meses tornaram-se comuns algumas cenas nos terminais do Situ em Jundiaí. No da Hortolândia, por exemplo: o ambulante chega, estende uma lona de mais ou menos nove metros quadrados e lá fica o dia todo vendendo CDs e DVDs piratas. No da Vila Arens, os ambulantes disputam espaço e freguesia.
No terminal Central são vendidos alimentos sem qualquer cuidado com higiene. Não os autorizados, em bancas específicas, mas por ambulantes que aumentam de número a cada dia que passa. Em todos eles, a sujeira está presente nos banheiros e nas plataformas. No Central, pombas dividem o bebedouro de água com os passageiros.
O terminal Eloy Chaves está pichado há anos. E não são pichações conhecidas. Uma delas saúda o bairro como terra da maconha, com a inscrição “Erva Chaves”. Nas plataformas, não faltam fezes de pombas. Tudo isso não deveria estar acontecendo se as empresas de ônibus, que detêm a concessão do transporte coletivo, cumprissem sua parte.
Segundo o contrato, a responsabilidade pelos terminas é das empresas, e não da prefeitura. A questão dos ambulantes deverá ser resolvida. A prefeitura está estudando uma ação conjunta do pessoal do Transportes, Guarda Municipal, Fiscalização do Comércio e Juizado da Infância e Juventude sempre que for necessária.
Dois terminais – Colônia e Vila Arens – deverão passar por reformas até o fim do ano, uma vez que integram o sistema BRT, já anunciado pela prefeitura. Nos demais, a Secretaria de Transportes promete cobrar das empresas de ônibus mais manutenção e limpeza.
Mas os passageiros não entendem como ambulantes de todos os tipos conseguem trabalhar impunes nos terminais – há funcionários do Situ em todos eles, que nada fazem para impedir tal trabalho. Um desses funcionários confessa que não se mexe porque é ameaçado pelos ambulantes, todos de outras cidades.
Para piorar ainda mais o incômodo, em alguns terminais há prostitutas oferecendo descaradamente seus serviços. Não é ilegal (prostituir-se não é crime, explorar a prostituição sim), mas incomoda principalmente as famílias.





