A Câmara de Jundiaí está prestes a iniciar os testes de sua emissora de televisão. Todo o equipamento já foi comprado, e sua torre de transmissão já está sendo instalada no alto do Jardim Tarumã. Quando pronta, vai operar em UHF (Ultra High Frequency), no canal 60, e será a primeira emissora de Jundiaí com sinal aberto – as demais só podem ser vista na tv a cabo.
“Pelo regulamento da concessão – explica Marcelo – a emissora terá obrigatoriamente de ficar seis horas no ar por dia. Estamos estudando uma grade de programação que seja atrativa, com jornalismo, cultura e transparência”.
Mas, enquanto a tv não funciona, Marcelo tem outras preocupações. Nos últimos meses, passou a ser procurado por grupos políticos para se lançar candidato a prefeito, e por outros grupos, para ser o vice de alguém. Marcelo não fala quem, mas prefere a prudência.
“Realmente foram feitas sondagens e vieram os convites, mas tudo tem seu tempo, tudo tem uma situação. No momento, minha preocupação é fortalecer o PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) para formar um bom grupo e disputar vagas para vereador”, diz ele. O PTB tem 2.200 filiados em Jundiaí, e Marcelo é seu presidente.
Na Câmara tudo corre bem. Terminado o primeiro semestre, Marcelo devolveu três milhões de reais à Prefeitura, resultado da economia feita nos seis meses. “Não é mérito meu, é de todos, vereadores e funcionários, que conseguiram mais eficiência e empenho”, afirma Marcelo.
Informações da Câmara estão disponíveis a quem tiver interesse. “Todos os tipos de informação estão no nosso site – explica ele – uma vez que a transparência é total. Qualquer cidadão tem acesso a tudo”.
Marcelo também não pensa em aumentar o número de vereadores – a legislação permite que Jundiaí tenha 23 vereadores. “Hoje temos um número que tanto eu quanto a maioria dos vereadores consideram razoável para o tamanho da cidade”, afirma.
Quem é Marcelo Gastaldo
Marcelo Gastaldo é jundiaiense, nascido no bairro do Engordadouro, hoje Cecap, em 1967. Formou-se em Engenharia Civil pela Universidade São Francisco, de Itatiba, em 1993. Dois anos depois, a convite de José Benassi, passou a participar da vida política da cidade. Em 1996 disputou a primeira eleição para vereador, pelo PSDB, e ficou de fora.
Em 2000 tentou novamente, pelo PSB, e conseguiu a suplência – em quatro anos, exerceu o mandato durante 30 dias. Em 2004, já no PTV, se elegeu de verdade – fez 1990 votos. Em 2008 foi reeleito com 3067 votos, e em 2012, novamente reeleito, com 3061 votos. Desde o dia 1º é o presidente da Câmara de Jundiaí.
Antes da Câmara, exerceu outros cargos, como diretor da Fumas (1997-2000) e assessor do então deputado Ary Fossen (2000-2004). Muitos estariam com o sucesso profissional e político nas alturas. Marcelo continua o mesmo. E morando no mesmo lugar onde nasceu, no Cecap. O terno e a gravata fazem parte da liturgia do cargo.
“A presidência foi algo construído ao longo de outros mandatos, diz ele. E isso quer dizer importância e responsabilidade”. Não foi tão fácil. “O grupo de vereadores começou pequeno, foi crescendo e felizmente consegui a confiança de todos”, explica. Conseguiu mesmo. Gastaldo foi eleito por unanimidade.
O fato de ser um político conhecido e sem manchas no currículo, transforma muitos eleitores em torcedores: “Alguns insistem para que eu me candidate a deputado, outros falam que eu devo ser candidato a prefeito, mas tudo tem seu tempo, tudo tem seu momento político. Se um dia sentir que chegou minha vez, minha hora, aí sim eu vou. Não adianta se aventurar, ou por vaidade ou por idealismo tolo. Política é coisa séria, embora haja os que fazem dela uma profissão ou meio de se promover. Não é meu caso”.
Como presidente, e com visão de engenheiro, pretende aumentar a acessibilidade de deficientes na Câmara. “Talvez precisemos reformar o plenário, mas pretendemos antes instalar sinal sonoro no elevador para deficientes, além do piso tátil”, finaliza.





