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Jundiaí

Presente de formatura: Estácio demite todos os professores

Faltando apenas um semestre para conclusão do curso, alunos foram surpreendidos com as demissões

Os alunos que deveriam iniciar o último semestre em alguns dos cursos mantidos pela Universidade Estácio de Sá em Jundiaí foram surpreendidos no início do mês com uma noticia preocupante – professores e coordenadores foram demitidos. De quebra, receberam dois boletos, um da mensalidade e outro da rematrícula para esse último semestre.

Atrás dessa barafúndia está a Kroton, que está comprando tudo e mais um pouco, e já é a maior instituição de ensino do Brasil. A Kroton já é dona da Faculdades Anhanguera e também da Pitágoras. Na semana passada confirmou a compra da Estácio, um negócio de R$ 5,5 bilhões. A Ser Educacional, outra interessada na Estácio, desistiu do negócio, mas havia oferecido R$ 1 bilhão.

As estripulias da Kroton em Jundiaí começaram há algumas semanas, quando os alunos da Pitágoras foram avisados que seriam transferidos para o prédio da Anhanguera, no final da rua do Retiro. Com essa fusão, calcula-se que o prédio da Anhanguera deverá receber 13 mil alunos, acompanhados de seus carros, ônibus e vans fretados.

A confusão é tamanha que o Sindicato dos Professores de Jundiaí entrou na briga, preocupado com as demissões de professores. “Nossa preocupação não é só com os professores, explica Sandra Baraldi, presidente do Sinpro. Estamos preocupados também com os alunos. Haverá acomodação para todos? E a qualidade do ensino, que já não é das melhores, como fica?”

O caso da Anhanguera é mais complicado. Já sobram reclamações de moradores e motoristas sobre o tumulto no trânsito e aglomeração de estudantes nas ruas do entorno. Sinal que essas reclamações devem aumentar.

O caso da Estácio, por enquanto parece pequeno, fácil de resolver. Mas o temor dos alunos é que sejam jogados em outras salas da Anhanguera, e que os cursos que estão por terminar sejam levados na flauta até a formatura. Se houver.

“É uma situação de irresponsabilidade total, afirma a presidente do Sinpro, Sandra Baraldi. Toma-se uma decisão sem consultar ninguém, envolvendo centenas, talvez milhares de estudantes, além dos professores, e fica tudo como está. A sociedade precisa se mobilizar para impedir que fatos assim aconteçam ou se repitam”.

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