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Anselmo Brombal

A hora dos segredos

Há 11 dias na Presidência, já se cobra de Bolsonaro revelações sobre o que o BNDES andou fazendo nos últimos 16 anos. Cobra-se, e enquanto isso não for mostrado, haverá insistência. É obrigação dos governantes prestar contas do que é feito com o dinheiro público, o nosso dinheiro.

Já se sabe muita coisa. Construção de portos, aeroportos, estradas, reformas de cidades inteiras. Tudo fora do Brasil. Via de regra, a governos ditos populares e socialistas. Ditos. Na realidade, tão corruptos – ou mais – que governos nossos anteriores.

Tudo arrumadinho. Onde havia financiamento do BNDES na Venezuela, em Cuba e em outras republiquetas, havia também o dedo da Odebrecht. Melhor, havia a mão inteira da construtora. Generosa em propinas aqui e em outros países. Algum tempo na prisão fez o senhor Marcelo Odebrecht se lembrar de muitas falcatruas.

Pelo que já se sabe, Odebrecht, BNDES, nossos corruptos e os corruptos dessas republiquetas formaram uma espécie de clube. Clube de propósito único: assaltar o erário. Dinheiro que jamais será devolvido. As republiquetas estão todas falidas, quebradas, assaltadas também.

Esse tipo de governo, que controlou o BNDES, a Petrobras, os fundos de pensão, não chegou ao poder por acaso. Nós os escolhemos. Uma escolha errada, mostrou o tempo, mas foi a vontade da maioria. Ou presume-se que tenha sido. Presume-se, levando-se em conta que as urnas eletrônicas são honestas e confiáveis.

E dá para garantir que escapamos do pior. Não fosse a ganância, se a propina tivesse sido melhor dividida, os governos dos últimos 16 anos seriam eternos. Mas essa ganância levou o deputado Roberto Jéferson denunciar o Mensalão, que arrastou deputados e outros corruptos às condenações. José Dirceu foi um deles.

Não fosse isso, não seria Dilma a sucessora de Lula. Seria José Dirceu. Inteligente, esperto até demais, Dirceu ficaria oito anos levando o país na flauta. Não haveria mais denúncias. Não haveria Mensalão, Petrolão, Lava Jato. E em outubro passado Lula teria voltado para mais oito anos. E indicaria outro poste para mais oito.

O caixa é pródigo. Um velho político afirmava que o país é tão rico, tão bom, que durante a noite, enquanto os políticos dormem, se recupera do que foi roubado durante o dia. Pura realidade. O BNDES aguentaria outros financiamentos anos a fio. Outras republiquetas ajudariam a repartir o butim. E a maioria dos brasileiros estaria satisfeita, podendo comprar geladeira nova, TV de LCD, carro e recebendo o Bolsa Família. Igualmente fraudado.

Seria uma farra sem fim. Interrompida por vários acidentes de percurso. Interrompida pela ganância. E é bom saber que boa parte dos eleitores de Bolsonaro não votou por simpatia ao capitão. Votou contra a podridão exalada de gabinetes brasilienses. Cabe agora ao capitão dar nome aos bois e nos contar os valores desviados. É uma obrigação. É um dever. Nós vamos cobrar também.

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