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Anselmo Brombal

Sua excelência, doutor Marcola

No sábado passado, a Polícia prendeu duas mulheres na saída do presídio de Presidente Wenceslau. Nesse presídio está o senhor Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola,o número 1 do PCC. As mulheres portavam uma carta em código, onde Marcola ordenava a morte de um promotor de Justiça. Não eram rabiscos, e sim carta feita em computador.

O motivo da ira: o promotor pediu a transferência de Marcola para um presídio federal. E ele não quer sair de onde está. Talvez pelas facilidades. Talvez pelo clima. Talvez pela proximidade com seus amigos, que não são poucos.

Isso mostra bem a inversão de valores que vivemos atualmente. Em qualquer lugar do mundo quem está no crime, ou preso, respeitaria a autoridade. Por aqui não. Quem está preso consegue continuar sua vida quase que normalmente. E é difícil de acreditar que tudo seja obra do acaso – certamente há conivência de policiais ou funcionários de penitenciárias para que as facilidades cheguem à cela.

Quase todos os dias há notícias que foram apreendidos celulares dentro de cadeias. Como os celulares chegam aos presos é um mistério. Algo indecifrável. Dizem as autoridades que há bloqueio dos sinais de celular. Pode até haver, mas não está funcionando. Ou está desligado.

Nas últimas semanas o crime mostrou seu poder de fogo em diversos assaltos a bancos. Foram explosões em diversas cidades durante a madrugada. Com direito a tiroteio, incêndio em carros e caminhões e pistas bloqueadas. Alguns morreram, outros foram presos. E a onda de explosões continuou. Funciona como uma espécie de 13º do crime.

Que o crime é mais organizado que o governo ninguém duvida. Marcola é um caso. Ele comanda uma facção, talvez a maior. Mas há outras facções e outros marcolas, agindo da mesma maneira. No Nordeste e no Norte a situação é um pouco pior.

Estar na cadeia atualmente não é um mau negócio. Não há liberdade. Não dá para sair para um rolê, uma balada. Mas em compensação tem comida, roupa, cama, chuveiro e energia elétrica de graça. Dominar sentimentos não é problema – as visitas íntimas são uma instituição oficial. Conclui-se que a alcova também é de graça.

Marcola é só um exemplo da bagunça que se tornou o sistema penitenciário. Não se duvida de mais nada. Até ministro do STF quer dar o direito de preso, condenado, dar entrevistas. Nem Al Capone teve tanto privilégio. Há quem defenda a soltura em massa de condenados por crimes considerados mais leves como forma de aliviar a superlotação penitenciária.

A questão não é construir mais cadeias. A questão é mais abrangente: endurecimento das penas, fim dos privilégios, das saídas de Natal, Dia das Mães e outras datas comemorativas; cumprimento integral da pena, e principalmente, fim da hipocrisia dos governantes que fingem governar. Em suma, falta vergonha na cara.

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