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Aguinaldo Oliveira

Você sofre prevendo sempre o pior cenário? Isso é ansiedade

Eu já não era novo na profissão de empresário e mesmo assim caí nessa. Não dormia, não relaxava, não conseguia desviar meus pensamentos. A única coisa que vinha na minha cabeça era a minha eminente falência… era apenas uma questão de tempo.

Se eu pegasse a planilha e a estudasse de maneira racional, veria que o bicho não era assim tão feio, mas a minha ansiedade me fazia pensar no pior cenário. Uma busca contínua por alguma solução milagrosa para aquilo que eu já sabia que iria acontecer: o meu dinheiro acabar.

Então eu ficava fazendo as contas para saber quantos meses eu me aguentaria com aquela reserva que eu tinha no banco. No caso dela terminar, onde eu poderia buscar respiro? Consultava os aplicativos para ver minhas linhas de crédito, procurava o preço de mercado do meu carro para ver quanto conseguiria arrecadar com a venda dele e já migrava para um outro pensamento: como ficar sem carro?

Tudo isso me levou a uma crise de ansiedade, que se transformou em “Transtorno de Ansiedade Generalizada” (TAG). Acordava às 3 da manhã e ficava me revirando na cama, fazendo uma espécie de “brainstorm” comigo mesmo até as 5 horas, quando eu ia pro chuveiro e continuava lá a fundir minha cuca. Saia para o trabalho e, pra variar, não rendia… por uma questão óbvia: sono.

Comecei então com um remedinho de manhã pra dar ânimo, mas piorava minha insônia. Então veio outro à noite para relaxar. Um dos dois me trouxe efeitos colaterais… Em paralelo eu fazia terapia. Mas nada resolvia o meu problema principal: pensar no pior cenário possível e sofrer com ele como se isso já estivesse acontecendo.

Me tornei triste, introspectivo, desatento e desconcentrado. Esquecia compromissos, me isolava, emagrecia, engordava… sintomas físicos. Até que um dia eu estava conversando com um amigo que me convidou para assistir a uma palestra sobre motociclismo. Eu nem gosto de motos, mas fui a palestra e lá aconteceu um fenômeno: a minha ficha caiu.

O palestrante era um instrutor de pilotagem e em um de seus exemplos ele mostrou a foto de uma curva. Então perguntou a plateia: “quando você está prestes a fazer esta curva, para onde você olha?”. A maioria respondeu errado, ou seja, que olharia para a frente. Então ele concluiu: “Se você olhar para o chão você vai para o chão, se olhar pro mato você vai para o mato, se olhar para o buraco você cai no buraco… tem que olhar para o fim da curva… tem que olhar para onde você quer chegar”. Ele concluiu mostrando fotos de pilotos de motovelocidade fazendo curvas e ficava claro que nenhum deles estava olhando para a frente, mas sim para o fim da curva.

Então, depois de quase dois anos de sofrimento, eu entendi que quando eu olhava para os problemas, caia nos problemas. Quando eu previa a catástrofe, produzia a catástrofe e esquecia de olhar para a solução. Eu percebi que nesse período todo eu apenas previa as piores possibilidades, me desgastava para evitá-las e não fazia nada para produzir.

Nas curvas da vida não podemos puxar o freio, mas sim acelerar.

Se você está passando por um problema de fluxo de caixa, deve sim cortar todos os gastos possíveis. Mas não deve ficar pensando na catástrofe. Pense em aumentar sua receita, pense em vender e em fidelizar seus clientes. Pense no melhor cenário e se motive com ele. Escolha a foto da paisagem que você quer ver e não aquela de qual você quer fugir.

Ah, preciso concluir com uma informação importante: eu não falí, mas recuperei a estabilidade e iniciei novos projetos profissionais. Pra esse texto ficar legal, só faltou eu comprar uma moto… talvez um dia…

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