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terça-feira, 15 setembro, 2026

Nasa cogita incluir um comediante em sua viagem a Marte

Que rir sempre foi um excelente remédio, disso ninguém tem dúvidas. O que poucos desconfiavam é que o sorriso poderia fazer a diferença numa viagem a Marte. Pois é o que está concluindo a NASA ao analisar que se trata de um trajeto com intensa exposição à radiação, longa distância, alterações no organismo e isolamento. Ou seja, uma viagem até Marte pode ser muito estressante para os astronautas e, por isso, já se cogita incluir na equipe comediantes para explorar o planeta vermelho.

O professor Jeffrey Johnson, um dos assessores da agência, estudou expedições na Antártida e quatro grupos de pessoas que participaram do Human Exploration Research Analog – projeto que hospeda voluntários em um laboratório projetado para replicar o isolamento das missões espaciais.

Após análise, Johnson sugeriu que é “crítico” enviar um comediante para Marte. “Os grupos funcionam melhor quando têm alguém que assume o papel de palhaço da turma”, ele disse no Encontro Anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, na última semana. “Essas pessoas têm a capacidade de reunir todos, segurar as lacunas quando as tensões aparecem e melhorar a moral.”

Ele ainda observou que os engraçadinhos estão dispostos a fazer coisas que outros não fariam para alcançar a paz, como ser alvo de piadas e brincadeiras. “Todos temos um colega no serviço que cumpre o papel de nos fazer rir e torna o trabalho mais agradável”, comentou Johnson. “As pessoas gostam de estar perto deles.”

Para o especialista, os comediantes ajudam as pessoas a se unirem, fazendo com que toda a equipe trabalhe de forma mais suave. Na conferência, Johnson deu como exemplo o caso do norueguês Roald Amundsen, que explorou o Pólo Sul em 1910. Ele nomeou Adolf Lindstrøm, que tinha habilidade de fazer graça, para manter seu grupo unido durante as viagens.

Johnson acredita que alguém com esse perfil brincalhão será necessário na longa jornada para o planeta vermelho. “Quando você está vivendo com os outros em um espaço confinado por um longo período de tempo, como em uma missão a Marte, as tensões tendem a se desgastar”, declarou. “É vital ter alguém que possa ajudar todo mundo a se dar bem, para que possam fazer o seu trabalho, chegar e voltar em segurança. É uma missão crítica.”

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