Dados da Vigilância Epidemiológica mostram que Jundiaí, até maio, registrou 100% das crianças de um ano vacinadas contra o sarampo (população estimada de 2,5 mil pessoas). O dado é superior à meta do Ministério da Saúde, que é de 95%. Apesar do percentual positivo, com a ocorrência da doença em São Paulo – cidade a menos de 60 km de distância – a Vigilância mantém o monitoramento e orienta sobre a necessidade de vacinação para as pessoas nascidas a partir de 1960.
O sarampo tem como sintomas iniciais a febre acompanhada de tosse persistente, irritação ocular, coriza, congestão nasal e mal-estar intenso. Após esses sintomas, há aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés, com duração mínima de três dias. São comuns lesões muito dolorosas na boca.
A doença pode ser grave, com acometimento do sistema nervoso central e pode complicar com infecções secundárias como pneumonia, podendo levar à morte. As complicações atingem mais gravemente os desnutridos, os recém-nascidos, as gestantes e as pessoas portadoras de imunodeficiências.
“É uma doença de transmissão a partir de gotículas expelidas durante a tosse, por isso a contaminação é fácil. Jundiaí conta com oito casos suspeitos na cidade em investigação pela Vigilância, sendo todos com as ações de bloqueio já feitas, e desencadeadas a partir de análise dos técnicos, conforme a necessidade de cada ocorrência”, explica a enfermeira Maria do Carmo Possidente. Na terça, ela confirmou um caso – uma mulher de 50 anos.
As vacinas estão disponíveis gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Novas UBSs e Clínica da Família.





