Em uma resposta sobre os efeitos da agropecuária para o meio ambiente no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro disse a um repórter, nesta sexta-feira (9), que para combater a poluição ambiental deve-se comer menos e “fazer cocô dia sim, dia não”.
A resposta veio após um questionamento sobre ser possível fazer o país crescer com preservação, depois de destacar a necessidade de alimentar a população crescente e dizer que que a pressão internacional contra o desmatamento ocorre porque “eles querem a Amazônia.
“É lógico que sim (é possível crescer com preservação). É só você deixar de comer menos (sic) um pouquinho. Quando se fala em poluição ambiental, é só você fazer cocô dia sim, dia não, que melhora bastante a nossa vida também, tá certo?”, disse o presidente em entrevista na saída do Palácio da Alvorada, nesta manhã.
A declaração ocorreu depois que um jornalista mencionou um artigo publicado na Revista Nature que apontou o desmatamento e a agropecuária como responsáveis por um quarto do efeito estufa no planeta e questionou como Bolsonaro enxerga o desenvolvimento da agropecuária no Brasil em relação a esse dado.
“O pessoal tem que comer. E como é que você tem que estimular o agronegócio? É a parte da economia que mais está dando certo no Brasil. Nós concorremos com Austrália, Estados Unidos, então temos que colaborar com esse setor”, afirmou Bolsonaro.
Bolsonaro falou também sobre a liberação de uma centena de agrotóxicos. ” […] produtos que vão fazer bem para o agronegócio, deixando para trás velhos outros tipo de combate a pragas no campo. Estamos evoluindo. Por que essa pressão agora? É a guerra comercial. Por que a pressão enorme sobre a Amazônia? Porque eles querem a Amazônia, pô. Ninguém chama uma menina de feia se ela não é bonita”, afirmou.
O mundo todo está conectado. O próprio acordo União [Europeia] com Mercosul, tem outros países que não estão gostando disso, porque vão perder mercado na Europa. É natural isso aí. Agora nós é que devemos falar a verdade e divulgar o que o Brasil tem de bom. E se tirarmos o agronegócio fora, as nossas commodities, a gente vai viver do quê na economia?”, questionou o presidente.





