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Anselmo Brombal

Quod ad viam?

Mais de 500 anos após sua descoberta (ou fundação), o Brasil continua mais atrasado que os vikings, que viveram entre os anos 800 e 1050. Nada anda, nada progride. E quando aparece alguma chance de progresso, sempre há alguém para atrapalhar. Aos fatos:

A Educação brasileira é uma das piores do mundo. Perdemos até para países africanos, considerados atrasados e subdesenvolvidos. Sem educar, sem ensinar, não há como progredir. Até os robôs, hoje presentes na indústria, precisam de gente que saiba no mínimo ler para tocá-los. A Língua Portuguesa foi estuprada há anos. Estupro incentivado por governos comandados por analfabetos ou quase isso.

O modo de pensar brasileiro difere do mundo. Enquanto civilizações de verdade, como a européia, se preocupa em ser honesta, , por aqui permeia a lei da vantagem, da esperteza, da malandragem. Europeus, americanos, japoneses – só para citar alguns povos – valorizam o trabalho. Japoneses exageram até. Por aqui, trabalhar é demérito, é vergonha.

Europeus se preocupam com tudo. Uma possível falta de alimentos, uma possível tragédia, o futuro de seus filhos. Aqui a história é outra. Importante é ter jogo de futebol no domingo à tarde. Mais importante ter um forró na sexta ou no sábado. Mais importante ainda é estados e prefeituras darem dinheiro para o Carnaval. Saúde, Trabalho, Educação são temas a serem discutidos somente em épocas eleitoreiras.

O primeiro-ministro inglês vai ao trabalho de metrô ou ônibus. Por aqui, qualquer Zé Ruela que se considera autoridade tem carro oficial, motorista, bando de assessores e bando de segurança. Ainda vivemos no sistema feudal, e pagamos a conta dos senhores do feudo. Cada câmara, assembléia ou senado é um feudo. Uma igrejinha, cheia de privilégios, pagos com o dinheiro dos impostos.

Boa parte do nosso povo vive das migalhas jogadas por esses senhores feudais. Quer exemplo melhor que o Bolsa Família? São senhores que criam dependência e cobram a gratidão dos miseráveis em qualquer eleição. Lembra-se de Fernando Haddad na campanha eleitoral de 2018? Afirmou no Nordeste que se Bolsonaro ganhasse a eleição os nordestinos perderiam o Bolsa Família. Haddad ganhou no Nordeste.

Temos uma juventude que está cheia de incógnitas. A maioria não sabe o que fazer da vida. E logo essa juventude será adulta. Logo, provavelmente, terá sua família, precisará trabalhar pelo sustento, precisará tomar atitudes. Está sendo preparada para isso? Acredita-se que não. Boa parte dos pais está mais ocupada com o novo modelo de celular, com o futebol, com a vizinha cheia de curvas e sorriso de “vem nimim que tô facinha”.

A Europa preserva sua história. E dela faz lição para o presente e futuro. Por aqui não. Vândalos estragam monumentos, picham paredes e acham isso bonito. Nem os cemitérios escapam do furto de placas – ladrões sabem o valor do bronze. Talvez precisemos de uma guerra, como a Europa já viveu as suas. Um pouco de provação, de necessidade. Quem sabe assim aprendemos alguma coisa. Enquanto isso não acontece, a pergunta é óbvia – que caminho tomar?

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