Conhecido pelas músicas “Arrebita” e “Bate o pé”, o cantor Roberto Leal morreu no ultimo domingo (15), aos 67 anos, devido a um câncer de pele que evoluiu atingindo o fígado e causando síndrome de insuficiência hepato-renal. O cantor fez tratamento contra o câncer durante dois anos, mas não resistiu.
O corpo do cantor português está sendo velado na manhã desta segunda-feira (16) na Casa de Portugal, na Liberdade, no Centro de São Paulo. A cerimônia teve início às 7h e deve se estender até as 14h.
Em seguida, o corpo será enterrado no Cemitério de Congonhas, na Zona Sul da cidade. O enterro está previsto para ocorrer às 15h.
Carreira:
Roberto Leal tinha 45 anos de carreira, vendeu mais de 17 milhões discos e gravou mais de 400 músicas. Entre elas, estão as famosas “Bate o pé” e “A festa ainda pode ser bonita”.
Roberto nasceu em Macedo de Cavaleiros, no norte de Portugal, e se mudou para o Brasil aos 11 anos, com seus pais e nove irmãos. Na capital, chegou a trabalhar como sapateiro e vendedor em uma feira.
Em 1978, protagonizou o filme “O milagre – O poder da fé”, inspirado em sua própria história. No final dos anos 80, voltou a morar em Portugal para se dedicar ao mercado musical europeu. Nesse mesmo período, também comandou um programa de TV no país.
Mais de 20 anos depois do lançamento de “Arrebita”, a popularidade do cantor ganhou vida nova quando, em 1995, os Mamonas Assassinas lançaram “Vira-vira”, que satiriza músicas dele.
Em 1998, Leal retornou ao Brasil e, dois anos depois, lançou o disco.
“Roberto Leal canta Roberto Carlos”. O ultimo disco que o português gravou e lançou foi o “Arrebenta a Festa”, em 2016.
Em 2018, foi candidato a deputado estadual de São Paulo pelo PTB, mas não conseguiu se eleger.





