O ex-jogador Ronaldinho Gaúcho foi nomeado embaixador do turismo brasileiro pelo governo federal mesmo tendo os passaportes brasileiro e espanhol apreendidos pela justiça e sendo proibido de fazer a renovação.
A escolha foi anunciada na ultima quarta-feira (5) pela Embratur. De acordo com o órgão, o ex-jogador é um voluntário e vai ajudar em campanhas de fomento ao turismo.
Na página oficial da Embratur, Ronaldinho disse que sua missão é “recuperar nossa imagem internacionalmente”. Ele, no entanto, não pode viajar para países que exijam passaporte.
Condenação:
Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Roberto de Assis, foram condenados em 2015 em um processo por dano ambiental na Justiça do Rio Grande do Sul e estão proibidos de deixar o país ou renovar os documentos até repararem os danos causados.
O caso envolve a construção ilegal de um trapiche, com plataforma de pesca e atracadouro, na orla do Guaíba, em Porto Alegre, em uma área de preservação permanente e sem licenciamento ambiental.
A apreensão dos passaportes de Ronaldinho e do irmão foi determinada em novembro de 2018, como forma de obrigar a família a pagar uma indenização que passava de R$ 8,5 milhões. O valor, atualizado no ano passado, está em aproximadamente R$ 9,5 milhões.
A defesa do ex-jogador recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), que, no último dia 2, manteve a decisão.
Outros embaixadores:
Além de Ronaldinho Gaúcho foram nomeados embaixadores do turismo brasileiro o cantor Amado Batista, a dupla sertaneja Bruno & Marrone, o biólogo Richard Rasmussen e o lutador de jiu-jitsu Renzo Gracie.
A Embratur afirma que as nomeações tratam-se de uma “demonstração de patriotismo e responsabilidade com o futuro do Brasil, sem qualquer interesse de financiamento, diferente do que ocorria com a classe nos governos anteriores”.
Além disso, em nota, a Embratur explicou que a escolha dos embaixadores leva em conta sua popularidade e os escolhidos fazem o trabalho de forma voluntária. É esperado que eles divulguem o Brasil em suas redes sociais.
A expectativa da Embratur é que, ao final do governo Bolsonaro, o número de turistas internacionais no país dobre do atual número de 6 milhões anuais.





