Apesar da crise fiscal nos governos estaduais e em prefeituras, o pessoal ocupado nas administrações direta e indireta das duas esferas cresceu de 9,34 milhões em 2017 para 9,66 milhões de pessoas em 2018, alta de 3,4%. Os dados são de dois levantamentos divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): a Pesquisa de Informações Básicas Estaduais (Estadic) e a de Informações Básicas Municipais (Munic).
O crescimento ocorreu em ritmo superior ao da população brasileira. O país tinha 208,5 milhões de habitantes em 1º de julho de 2018, 0,82% a mais do que no ano anterior.
Na esfera estadual, o incremento no número de pessoal ocupado na administração direta e indireta foi de 3,02 milhões em 2017 para 3,13 milhões em 2018, aumento de 3,7% no período. O incremento foi concentrado nos trabalhadores sem vínculo, que cresceram 41% na passagem de 2017 para 2018, chegando a 413 mil.
Segundo Vânia Pacheco, gerente das pesquisas de Informações Básicas Municipais e Estaduais, o incremento do pessoal sem vínculo pode estar ligado ao ciclo eleitoral do ano passado, como também à simples falta de pessoal. Ela lembra que o registro é de pessoal vinculado ao setor público apenas por contrato de trabalho.
“São pessoas que podem ter sido contratadas temporariamente em 2018 e que estarão fora do setor público em 2019”, disse a pesquisadora.
O avanço é semelhante no setor público municipal. De acordo com dados do IBGE, o número de pessoas ocupadas nas administrações direta e indireta municipais foi de 6,5 milhões em 2018, 3,2% acima do ano anterior (6,3 milhões). A maior parte estava na administração direta, na condição de estatutários (62,2% do total).





