O adolescente de 12 anos que até então estava sob suspeita de ter matado a menina Raíssa Eloá Caparelli Dadona, de 9 anos, confessou que cometeu o crime sozinho. A confissão ocorreu na madrugada desta terça-feira (1º) na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no Centro de São Paulo. De acordo com a polícia, ele se recusou a dizer a motivação do crime.
Segundo a polícia, o adolescente usou um galho de árvore para bater e matar Raíssa.
O adolescente foi levado para uma unidade da Fundação Casa, no Brás, na região central de São Paulo, na noite de terça-feira. Ele vai ficar em internação provisória por 45 dias, até que o inquérito esclareça em definitivo o caso. mesmo assim, a polícia não descarta a participação de outra pessoa no crime.
A menina Raíssa foi encontrada morta na tarde de domingo no Parque Anhanguera, na região de Perus, Zona Norte de São Paulo, após desaparecer em uma festa em um Centro Educacional Unificado (CEU) municipal na região, onde estava com a mãe e o irmão mais novo.
“Ele começou a agredir a Raíssa antes de chegar à árvore. Primeiro bateu nela e depois usou um galho de árvore. Não apreendemos esse galho”, disse o delegado. Raíssa e o adolescente eram próximos e estavam juntos no CEU Anhanguera, de onde a menina sumiu antes de ser morta.
Maturano, que tem 34 anos de polícia, disse ter ficado abalado com o caso. “Se eu pudesse falar apenas uma palavra: é uma tragédia. Uma tragédia para uma menina de 9 anos que tinha autismo, que frequentava o CEU porque havia festas gratuitas, era de família humilde. E é uma tragédia para a família do menino de 12 anos.”
De acordo com o delegado, “a investigação tem prosseguimento, mas conseguimos obter várias informações da presença do adolescente de 12 anos na cena do crime, além da confissão dele.”
O delegado disse que o menino descreveu como matou a menina. “Ele bateu nas pernas e no rosto dela. Ela foi amarrada ainda consciente.”





