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Esperteza acima de tudo

A maioria dos ônibus urbanos de de Jundiaí não tem cobrador. Para pagamento, é preciso comprar um cartão. Quando não tem cartão, o passageiro do ônibus sem cobrador acaba não pagando a passagem. Um caso ou outro ainda passa. Alguém desavisado. Alguém que usa ônibus vez ou outra. Mas um fato curioso chama a atenção.

Na semana passada, um ônibus estava em seu trajeto, depois de sair do Terminal Cecap. Num determinado ponto havia mais de dez pessoas. Algumas deram sinal de parada. Ninguém embarcou quando constataram que havia cobrador. Preferiram esperar o próximo, que chegou sem cobrador. Todos embarcaram.  E ninguém pagou a passagem.

Não se trata de defesa das empresas de ônibus. Acontece que todo esse prejuízo diário, causado pelos espertinhos que não pagam passagem, acaba sendo rateado entre os passageiros que pagam. Pode não ser na hora, mas no momento de reajustar tarifa isso vai contar. Os que agem assim se acham inteligentes. Acham bonito burlar a tarifa. Nâo são inteligentes. São espertos, assim como são espertos os ladrões, os vigaristas, os assaltantes. Esperteza é uma coisa. Inteligência é outra.

Empresas vivem em função do lucro. Bancos, supermercados, restaurantes, lojas de shopping. Sempre que alguém causa prejuízo, os honestos acabam pagando. Pode se alegar que a seguradora cobre prejuízos. Até pode cobrir, mas vai aumentar o seguro se a incidência de prejuízos se tornar frequente. Como o seguro de carro. Se o sujeito, dono do carro, morar numa zona de risco, o seguro é mais caro.

As empresas de ônibus poderiam estudar uma forma de receber a passagem desses caloteiros contumazes. Se proclamam modernas. Tem tomada para carrregar celular nos ônibus. Todos têm câmeras. Os ônibus são novos. Custa pensar num jeito de não mais repartir o prejuízo com os bons usuários?

E infelizmente, isso é apenas parte do retrato do país. Na Europa, compra-se revista ou jornal em bancas onde não há jornaleiros. O sujeito apanha o produto e deixa o dinheiro. Em muitos postos de combustíveis não há frentistas. O próprio motorista abastece e paga pelo combustível. Honestamente.

Aqui a situação é outra. Supermercados são obrigados a colocar sob cadeado produtos que podem ser facilmente furtados. Lojas precisam de seguranças para ficar de olho em tudo. Falsificam-se ingressos para jogos de futebol e shows artísticos. É a cultura da esperteza.

A cultura da inteligência é outra. Determinada loja poderia baratear seu produto se não precisasse pagar salários para seguranças. Supermercados poderiam fazer o mesmo se não precisassem de tantas artimanhas para conter os ladrões.

Os acomodados poderão afirmar que isso é herança dos portugueses, que descobriram o país. Não é. Portugueses que para cá vieram deram duro para construir seus negócios. Podem ser sovinas, mas pagam religiosamente em dia. Não usam trapaças para lucrar.

Então é mais fácil e mais cômodo culpar alguém, ou alguma coisa pelos golpes diários que as empresas tomam dos espertinhos. Só para constar: no Japão há seguro para quem perde emprego. Um seguro-desemprego bem pago. E os japoneses não vão receber esse seguro de vergonha. Sabem que alguém está pagando por isso, muitas vezes injustamente.

Resumindo: não existe almoço de graça.

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