A equipe da Comissão Intra Hospitalar de Transplante do Hospital São Vicente de Paulo recebeu elogio da equipe do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo pelo profissionalismo com o qual o processo de captação de órgãos é feito na instituição, especialmente no que se refere a captação de pulmão, que é considerada uma das mais delicadas.
O médico especialista em cirurgia torácica, Luís Gustavo Abdalla, que é assistente em transplante pulmonar do InCor, salienta a competência da equipe. “Sempre que há um doador no Hospital São Vicente, é muito bem conduzido. Ainda mais tratando-se de pulmão, que é o órgão que mais se perde no processo de morte encefálica”, destaca o médico.
Segundo o coordenador da equipe de fisioterapia do HSV, Daniel Gimenez, a captação do pulmão é mais complexa que os demais órgãos. “É preciso que o doador e o receptor tenham o mesmo tipo sanguíneo, que tenham peso e altura compatíveis, idade parecida e outros fatores. Além disso, o órgão tem de ser criteriosamente avaliado para garantir que está completamente saudável”, explica.
Do início do ano até agora, a equipe do HSV conseguiu viabilizar a captação de dois pulmões – um deles na semana passada. O fisioterapeuta explica que todos os pacientes internados passam por procedimentos que contribuem para que o pulmão esteja bom em caso de doação.
Ele explica que o procedimento é padrão, pois nem todos os pacientes são potenciais doadores. Mas assegura que essa é uma das medidas que garantem a qualidade e a rapidez nos casos de pulmões captados, que salvarão outras vidas. Nos primeiros nove meses deste ano a equipe da CIHT-HSV captou 49 órgãos e tecidos – 18 rins, 16 córneas, 8 fígados, 3 corações, 2 pulmões e 2 pâncreas.





