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domingo, 6 setembro, 2026

Parece mas não é. E Várzea também tem seu Pelé

Multicampeão pelo Santos e Seleção Brasileira e eleito Atleta do Século 20, Edson Arantes do Nascimento, o Pelé quando entrava em campo, dispensa apresentações. Mas e o Pelé de Várzea Paulista? É a história de Francisco Carlos da Cruz, de 65 anos, vigia de uma escola que possui incrível semelhança com o Rei do Futebol e um visível amor pelo futebol desde criança.

Natural da capital paulista e com passagem por Oriente, no interior paulista, Francisco Carlos da Cruz mora em Várzea desde 1978 e tem histórias para contar. Após exercer outras profissões, ele, que vive com os três filhos e a esposa no Parque Guarani, passou em concurso público da prefeitura em 2000 e começou seu trabalho como vigia escolar.

Quando o assunto é Pelé, ele já abre um sorriso, evidência claríssima da semelhança com o maior futebolista da história. “Meus vizinhos me chamam de Pelé. Mesmo em Oriente, a turma já me chamava assim. Há alguns meses, no Mercadão de São Paulo, alguns vendedores brincaram comigo: ‘Olha o Pelé lá’”, conta. Alguns até lhe perguntam se é filho do ex-jogador.

Ainda que procure ser discreto, Francisco é abordado muitas vezes até mesmo na igreja da Assembleia de Deus do Jardim Bahia, da qual participa ativamente. A semelhança com o Rei do Futebol, que ele também considera o maior jogador de futebol de todos os tempos, provoca um bom sentimento no Pelé varzino. “Eu fico honrado. Pelé levou o nome do Brasil mundo afora. É conhecido”, revela.

Mas o Pelé de Várzea Paulista não é apenas um admirador do esporte preferido no Brasil. O varzino também já jogou muito futebol, principalmente até os 18 anos, com os amigos de Oriente, nas peladas de fim de tarde.

Sobre os grandes jogadores de hoje, apesar de admirar os dois famosos Cristiano e Messi, Francisco não alivia nem mesmo para Neymar, da Seleção Brasileira atual e com história vitoriosa pelo Santos, time de coração do varzino. “Antigamente, no Brasil, sabíamos as escalações de todos os times, pois os jogadores ficavam por muito tempo nos clubes. Os jogadores decidiam campeonatos, partidas. Hoje, existem ótimos jogadores, mas que resolvem um outro jogo, mas não as competições. A importância dada à questão física acabou com a magia do futebol. Hoje, os caras são mais atletas do que jogadores”.

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