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Veja os preços que mais caíram e os que mais subiram no ano

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (9) uma deflação em setembro. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou 0,04% em setembro, o menor resultado para um mês de setembro desde 1998.

É a primeira vez desde maio de 2018 que o índice fica abaixo de 3% no acumulado em 12 meses – favorecido pela queda dos preços dos alimentos em 2019 e pela fraqueza da economia, que dificulta os reajustes em meio a uma demanda ainda fraca.

Diversos itens ficaram mais baratos neste ano, apesar da inflação mais baixa em 2019. Por outro lado, outros produtos subiram bem acima do índice geral. Dos 463 itens pesquisados, 174 acumulam em 9 meses alta acima do IPCA (2,49%), 289 tiveram uma variação menor ou igual. Ao todo, 119 tiveram variação negativa, ou seja, deflação.

Entre os itens cujos preços mais caíram no acumulado no ano, destaque para alimentos como tomate (-35,52%), laranja da Bahia (-31,17%) e abacate (-28,17%), além de aluguel de veículo (-33,17%) e passagem aérea (-16,85%).

Já na outra ponta, os principais destaques de alta foram feijão-branco (62,24%), cebola (43,63%), batata inglesa (20,16%), feijão carioca (18,28%), gás encanado (16,23%) e energia elétrica residencial (10,92%).

O IPCA pondera a variação média dos preços dos bens e serviços considerados mais importantes para os consumidores. O índice é calculado mensalmente pelo IBGE com base no peso destes itens no orçamento de famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos.

Vale lembrar, porém, que a composição dos gastos de cada família varia muito e que nem todos sentem a inflação da mesma forma. As famílias de menor renda, por exemplo, dedicam parcelas maiores dos gastos à alimentação. As com maior renda reservam boa parte do orçamento para educação, saúde e lazer. Quem tem carro, tende a sentir mais no bolso uma alta da gasolina. Já quem come mais carne vai sentir mais se esse produto subir.

Veja os preços que mais caíram e os que mais subiram no acumulado no ano.

20 maiores quedas:

  • Tomate: -35,52%
  • Aluguel de veículo: -33,17%
  • Laranja da Bahia: -31,35%
  • Abacate: -28,17%
  • Goiaba: -19,49%
  • Passagem aérea: -16,85%
  • Maracujá: -14,41%
  • Peixe-anchova: -13%
  • Farinha de mandioca: -12,08%
  • Televisor: -11,86%
  • Peixe-tainha: -10,68%
  • Peixe-vermelho: -9,10%
  • Peixe-dourada: -8,46%
  • Coentro: -7,48%
  • Peixe-cação: -7,43%
  • Laranja-pera: -7,32%
  • Café moído: -7,25%
  • Azeite de oliva: -7,06%
  • Vidro: -6,45%
  • Peixe-corvina: -6,09%

20 maiores altas:

  • Feijão-branco: 62,24%
  • Cebola: 43,63%
  • Banana-da-terra: 40,32%
  • Manga: 29,62%
  • Alho: 27,54%
  • Feijão-mulatinho: 26,20%
  • Pimentão: 25,72%
  • Banana-d’água: 21,46%
  • Mandioquinha (batata-baroa): 20,18%
  • Batata-inglesa: 20,16
  • Feijão-carioca (rajado): 18,28%
  • Feijão-macassar (fradinho): 17,88%
  • Mamão: 16,26%
  • Gás encanado: 16,23%
  • Quiabo: 15,42%
  • Peixe-curimatã: 12,14%
  • Banana-prata: 11,62%
  • Energia elétrica residencial: 10,92%
  • Trem: 10,58%
  • Frango em pedaços: 10,48%

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