O presidente Jair Bolsonaro lançará nesta quinta-feira, em Brasília, o seu novo partido, Aliança pelo Brasil, com a promessa de que a legenda terá mecanismos para combater as candidaturas laranjas. O motivo para a criação de um novo partido seria o uso de candidatas femininas de fachadas no PSL, partido pelo qual Bolsonaro se elegeu, ser alvo de investigação da Polícia Federal, afetando o governo.
O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio, foi denunciado por supostamente ter desviado dinheiro do fundo eleitoral destinado às mulheres para abastecer a sua própria campanha.
De acordo com a advogada Karina Kufa, o texto final do estatuto do Aliança pelo Brasil foi fechado nesta quarta-feira e estabelece a criação de um canal de denúncias sobre irregularidades em relação as candidaturas femininas.
“Em relação à mulher, a gente pretende fazer cursos, eventos, para formação política feminina. Realmente incentivar essa pauta e também criar um canal de denúncias para evitar qualquer irregularidade, inclusive irregularidades relacionadas a candidaturas laranjas”, disse a advogada ao deixar o Palácio do Planalto.
Além disso, o estatuto defenderá a transparência das contas da legenda e terá um capítulo à parte apenas para tratar de regras de compliance . Bolsonaro e parlamentares envolvidos na criação do Aliança acusam o presidente do PSL, o deputado Luciano Bivar, de não dar transparência ao uso de recursos da sigla e, por isso, justificam a saída da sigla que os elegeu.
Apesar disso, ainda não está confirmado se Bolsonaro assumirá de fato a presidência do partido, ou se passará a função ao seu filho, o senador Flávio Bolsonaro. Questionado, o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, disse que a decisão ainda não está tomada e que Bolsonaro avalia a conveniência de acumular as funções da presidência da República com a do comando do partido.
Bolsonaro assinou a ficha de desfiliação do PSL nesta terça-feira (19) e, até a noite desta quarta-feira (21), o partido ainda não havia sido comunicado.





