O sumiço de um gato sem raça definida virou caso de polícia em um dos bairros mais ricos de Belo Horizonte. Floriano, o animal desaparecido, e outros três felinos escaparam pelo portão no último domingo (27).
Segundo a tutora dos bichanos, Carol Barros, de 32 anos, três deles foram resgatados ainda na rua, mas Floriano resolveu entrar na casa de um vizinho.
“Ele entrou no jardim do vizinho e estava bastante assustado. Nós chamamos para ver se ele voltava, mas quando o vizinho abriu a porta, ele entrou para dentro da casa. Desde então não temos mais notícias dele”, disse a dona do gato.
Foi aí que começou o problema. Carol foi até a polícia e disse que o homem impediu que ela fosse até lá resgatar Floriano. Em seguida, o pai dela esteve no local acompanhado de policiais militares mas, segundo ela, o dono da casa só autorizou uma operação de busca e apreensão do felino em alguns cômodos.
“A casa dele é muito grande e os gatos são muito espertos, se escondem fácil”, explicou.
O caso mobilizou a vizinhança e, conforme a versão relatada à polícia, uma outra vizinha teria visto Floriano do lado de dentro da casa errada. No passado, essa vizinha e o vizinho em questão já tiveram que ficar frente a frente a um juiz para resolver outra questão.
O sumiço de Floriano está sendo investigado pela Delegacia da Polícia Civil da região Centro-Sul. Mas os delegados não estariam conseguindo encontrar o morador da casa ao lado para que ele possa prestar depoimento sobre o assunto.
“A delegada emitiu uma intimação para o vizinho depor, mas os policiais não conseguem intimá-lo porque não o encontram. Eles chegam na casa dele, mas ele não atende o interfone”, contou.
Para Carol, a relação com o morador que divide muro com sua casa “poderia ser melhor”, afirmando que o mesmo não tem sido colaborativo com toda a situação.
Sem notícias de Floriano, a não ser por miados ouvidos durante a madrugada, a dona do gato e sua família esperam, agora, que um juiz se sensibilize e assine um mandado judicial para que a polícia possa entrar na residência e resgatar o bichano. Pela legislação atual, esses casos são tratados como perda de “bens”. Por isso, a demora em resolver a situação.





