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Jundiaí

Pacientes esperam até 5h para retirar medicamentos na farmácia de alto custo de Jundiaí

Quem depende dos medicamentos da farmácia de alto custo de Jundiaí reclama que precisa ter paciência. Segundo os pacientes, são apenas duas pessoas para atender pelo menos 300 pessoas por dia e a espera passa de quatro ou cinco horas.

Os idosos muitas vezes têm que ficar sentados no chão ou na escada e esperar por horas para pegar o medicamento. Para muitos, essa rotina se repete mensalmente.

“Quando eu tenho que vir, eu fico de duas a três horas esperando e o meu menino tem até que faltar da escola, porque não dá tempo de levar. Tem que ter paciência, é essa luta todo mês”, comenta a dona de casa Maria de Lurdes.

A única farmácia de alto custo de jundiaí fica no centro e atende uma média de 300 pacientes por dia. O problema é que quem entra no local para retirar algum medicamento não tem previsão de saída.

A aposentada Maria Cacilda Pires saiu do Medeiros, bairro que fica a mais de 10 quilômetros do centro da cidade, em busca do remédio que usa para tratar um problema respiratório. Além do tempo de deslocamento, mais três horas de espera até conseguir sair da farmácia com o medicamento em mãos.

“Eles poderiam passar esses remédios de uso contínuo para o postinho. Eu moro lá no Medeiros, então, tem um postinho ali perto, era muito mais fácil para todo mundo, mas não, tem dia que você chega aqui e não entra, você tem que ficar aqui fora esperando para poder subir para pegar a senha.”

As pessoas que passam pelo local são na maioria idosas. Por isso a indignação de não ter um espaço para sentar. Demora do atendimento dos funcionários e, principalmente, estrutura precária estão entre as principais reclamações. Problemas que, segundo elas, se arrastam há anos.

O gestor de saúde de Jundiaí, Tiago Teixeira, ressalta que a farmácia de alto custo é oferecida pelo governo estadual e que, como a única unidade responsável por abastecer 42 municípios fica em Campinas (SP), a Secretaria Municipal de Saúde envia uma equipe ao local semanalmente para retirar os medicamentos e trazer para Jundiaí.

Ainda de acordo com ele, a estrutura física da farmácia é adequada para receber de 400 a 600 pessoas por dia, mas o sistema ainda não é informatizado e a recorrente falta de remédios causa superlotação no serviço. Na quinta-feira passada (7), por exemplo, a secretaria estadual deixou de repassar 23 medicamentos para a cidade.

Tiago garante que a prefeitura não está contente com a situação e, por conta disto, está pleiteando junto ao governo do estado a implantação de um polo de dispensação da farmácia de alto custo em Jundiaí, o que deve acontecer no primeiro trimestre de 2020.

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