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23% das mulheres que abandonam a escola precisam cuidar da casa, diz estudo

O estudo “Infância, Gênero e Orçamento Público no Brasil” aponta que questões como o machismo e a falta de verbas e políticas públicas de gênero fazem com que adolescentes e mulheres tenham uma evasão escolar 29 vezes maior que os homens no país para cuidar da casa ou de alguém. A diferença ocorre em todo país e se torna ainda maior nas regiões mais pobres, como Norte e Nordeste.

O levantamento foi feito pelo Cedeca (Centro de Defesa da Criança e do Adolescente) do Ceará com base na PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua da Educação 2018.

Segundo o levantamento da instituição cearense, na faixa de 15 e 29 anos, 23,3% das adolescentes e mulheres que tiveram que deixar os estudos alegaram que o fizeram para cuidar da casa ou de uma pessoa.

Entre adolescentes e homens jovens, esse percentual é de 0,8%. Entre eles, o grande motivo para deixar os estudos é para trabalhar fora: 47,7% dos que abandonam a escola alegaram isso, seguido de 25,3% que não têm interesse —entre as mulheres essas taxas são menores: 27,9% e 16%, respectivamente.

No Norte, o percentual de mulheres jovens que não estudam por conta de afazeres domésticos ou cuidado de pessoas é o maior do país e chega a 31,7% do total. No Nordeste, a diferença entre os sexos é a maior: enquanto 26,4% das jovens largam o estudo por afazeres domésticos, entre eles esse percentual era de 0,7% —37 vezes mais.

O detalhamento da análise mostra que o gênero começa a ter diferenças maiores a conforme a idade aumenta, mas também pode ser identificado em crianças.

“Percebe-se, previamente a qualquer análise mais aprofundada que as meninas são exploradas por mais horas de trabalho doméstico que os meninos em todas as categorias etárias e regiões geográficas”, diz o estudo.

Em 2018, entre crianças de 5 a 13 anos, as meninas já exerciam mais atividades de casa que os meninos: 6,9 horas semanais, contra 5,8. Mais uma vez, é no Nordeste que está a maior diferença: meninos trabalham 6,3 horas e meninas 8.

Entre adolescentes de 14 a 17 anos, cresce o número de horas trabalhadas em casa e começa a haver uma maior diferença entre meninos e meninas. Entre eles, a média é de 8,1 horas por semana contra 12,3 delas.

“Essa constatação atesta o período em que o machismo cristalizasse de maneira bastante intrincada na divisão sexual do trabalho, momento de transição entre a infância e a puberdade, prejudicando sobremaneira o desenvolvimento das adolescentes, principalmente as meninas socioeconomicamente vulneráveis”, aponta o texto.

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