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Uma cidade barulhenta

Não é estudo nem pesquisa. É uma constatação que pode ser feita por qualquer pessoa que more em Jundiaí. Vivemos numa cidade barulhenta demais. E com muito barulho desnecessário. Ou inútil. Suportar uma máquina que está arrumando uma rua é preciso; suportar o martelho do vizinho carpinteiro, necessário. Mas há um certo abuso na produção de barulho. E uma produção de quem deveria dar bom exemplo.

No dia de Natal passado, por exemplo. Ruas desertas, parecendo uma cidade fantasma. E no meio dessa letargia, mais de uma ambulância passou com sirene ligada, longe de cruzamentos, longe do trânsito. A troco de que? Para lembrar que havia alguém trabalhando? Ou pelo prazer de importunar? O mesmo aconteceu no Ano Novo, nas mesmas ruas sem carros e sem pessoas.

Qual a necessidade da locomotiva da MRS apitar durante a madrugada? Acaso há trânsito intenso de pessoas em suas linhas? Acaso há animais pastando próximos aos trilhos? E por que guardas particulares (também conhecidos como pirrius) tocam as sirenes de suas motos dia e noite? Para avisar que estão trabalhando e merecem o que cobram? Ou é só prazer de incomodar quem está descansando?

No fim do ano, a Polícia Militar anunciou uma operação para recolher motocicletas barulhentas. Pelo que se nota, a operação já terminou. As motos barulhentas estão circulando à vontade, infringindo leis de trânsito e ambientais.

Vamos além. Qualquer motorista que ficar parado perto de um caminhão ou ônibus urbano sairá desse congestionamento surdo. Ou quase. Não é aceitável que caminhões e ônibus com motores tão barulhentos continuem circulando. E muitos soltando fumaça preta.

Junte-se a isso os carros de som anunciando produtos comerciais. Carros com som potente, ensurdecedor, que denigrem a imagem do anunciante. Não ajudam em nada. Junte-se a isso também os buzinaços de motoboys nos chamados corredores de trânsito. Os locutores que ficam em frente lojas anunciando vantagens inexistentes. Outros, dentro de supermercados, com suas vozes e pronúncia incompreensíveis. Isso é marketing ou é ignorância?

Junte-se também à balbúrdia os vendedores ambulantes. Que anunciam em seus estridentes aparelhos de som desde ovos até produtos de limpeza. Bons tempos em que circulavam apenas as kombis vendendo a pamonha de Piracicaba. Há ainda os felizes rapazes – certamente sem trabalho – que circulam com seus carros velhos com som de funk no último volume.

Pelo que se entende, não há fiscalização. Se há, está falha, pífia. Vigilantes não podem tocar sirenes. Ambulantes precisam de licença para trabalhar. Ônibus, motocicletas e caminhões precisam estar dentro das normas do Código de Trânsito. Cetesb existe para fiscalizar quem emite fumaça preta. A PM tem obrigação de multar e recolher quem faz barulho, seja com escapamentos seja com som alto.

Ou nos organizamos para viver num lugar civilizado ou ficaremos todos loucos. Barulho nunca fez bem, nunca ajudou. E, principalmente, respeito é bom, faz parte da boa educação. Se é que isso ainda existe. Lamentavelmente.

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