De acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia estima-se que atualmente existam mais de 45 milhões de pessoas que sofram com algum tipo de demência no mundo. E segundo dados do Instituto Alzheimer Brasil (IAB), o número deve dobrar a cada 20 anos.
Demências são doenças cerebrais que causam a diminuição progressiva da capacidade cognitiva, alterações de comportamento e perda da funcionalidade. Dentre essas doenças, o Alzheimer é a mais recorrente. Só no Brasil aproximadamente 60% da população idosa sofre da doença, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Contudo, para combater a doença, em breve será disponibilizado um novo tratamento e que poderá ser testado em humanos. Isso deve ocorrer nos próximos dois anos.
A vacina desenvolvida já foi testada em ratos de laboratório e os resultados foram bons, pois a mesma age sobre o sistema imunológico e ajuda a evitar o aparecimento de problemas neurológicos.
Cura do Alzheimer?
De acordo com Ryan Whitwam, do site Extreme Tech, tanto a perda da capacidade cognitiva quanto a demência e o Alzheimer, são causados pelo acúmulo de determinadas proteínas no cérebro e também por conta do envelhecimento. Como consequência, o excesso dessas proteínas pode causar danos aos neurônios, ocasionando diferentes problemas neurológicos.
Para isso, a nova vacina – desenvolvida por pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, da Universidade de Flinders, na Austrália, e do Instituto de Medicina Molecular, também dos EUA – é feita de uma combinação de compostos capazes de agir em mais de uma proteína ao mesmo tempo e por isso ajuda a prevenir a formação das placas responsáveis pelo surgimento de demência e do Alzheimer de uma só vez.
Apesar dos resultados terem se mostrado promissores, os ensaios clínicos podem receber o sinal verde para serem iniciados em humanos em cerca de dois anos, e ainda levar outros anos até que seja devidamente aprovada.
Vale ressaltar que atualmente o Alzheimer não tem cura, por esse motivo os pesquisadores acreditam que o coquetel representa um grande avanço no tratamento de doenças neurológicas.





