A partir desta quarta-feira (1°) o Hospital das Clínicas (HC) da Unicamp passou a ser credenciado para realizar testes de diagnóstico de Covid-19. Com a inclusão da Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto, espera-se que a fila de exames do Instituto Adolfo Lutz ande mais rápido e os resultados levem menso dias para ficarem prontos. Até 31 de março, o laboratório possuía uma fila de 14 mil testes aguardando resultado.
Os testes ainda não começaram a ser feitos pela força-tarefa do laboratório do HC.
“A prioridade são as pessoas que estão na internação, pois elas precisam seguir num protocolo de cuidado específico para a Covid-19. É preciso verificar se as pessoas têm ou não o vírus para distribuir os leitos”, explica o professor Henrique Marques-Souza, coordenador de comunicação da iniciativa. Profissionais de saúde também serão testados.
Mais testes realizados
Espera-se que, após a primeira fase e se bem sucedida, a capacidade de exames seja ampliada. “Os reagentes são importados. O que acontece é que o mundo inteiro está em guerra contra o coronavírus comprando as mesmas munições (os reagentes). E além disso, ao depender da importação, dependemos do transporte e da mobilidade, o que está afetado pela pandemia”, afirma Henrique.
Apesar disso, a melhor medida para o controle da doença, ainda é o isolamento social, para evitar a superlotação dos hospitais.“Se a gente tivesse um teste para todas as pessoas do país, não iria precisar do isolamento social. O problema é que não temos a como testar todos. Então, na dúvida, é melhor isolar todo mundo do que correr o risco, até porque cada pessoa contaminada passa para outras 2,5 pessoas, em média”, disse o professor.





