Queimados o Museu Nacional, da Língua, das Universidades, Cinemateca etc

Junho de 2020, o fogo destruiu o Museude História Natural no Jardim Botânico, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em Belo Horizonte. Setembro de 2018, um incêndio queimou o Museu Nacional (MN) na Quinta da Boa Vista, Rio. Quase tudo do acervo histórico e científico acumulado por duzentos anos – foi criado por D. João VI em 1818 – virou cinzas. Junto ao MN, a mansão de Pedro I e Pedro II foi atingida com rachaduras e desabamento. Fogo, muito fogo e bem longe da Amazônia. Em dezembro de 2015, as chamas destruíram o Museu da Língua Portuguesa, ao lado da Estação Luz, São Paulo. Ninguém foi condenado por estes incêndios. Nenhum destes monumentos foi restaurado totalmente.

Entre tantos, o fogo queimou 80 anos de artes cênicas da Cinemateca Brasileira, em fevereiro de 2016. Incêndios no Memorial da América Latina em 2013 e Teatro Cultura em 2008. O que se salvou do Museu Nacional? Só Bendegó, o meteorito de cinco toneladas que é o maior do Brasil.  O Museu perdeu mais de 20 milhões de itens, fósseis, múmias, joias, livros raros e o crânio de Luzia, fóssil da mulher mais antiga das Américas. Foi no MN que a princesa Leopoldina, mulher de Dom Pedro I, assinou a Declaração de Independência do Brasil em 1822. Também lá ocorreu a primeira Assembleia Constituinte da República, de 1890 a fevereiro de 1891.

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O orçamento do Museu Nacional (alegado pela UFRJ) era de R$ 480 mil em 2016 e caiu para R$ 445 mil em 2017, nos governos Dilma e Temer.  Na época do incêndio do Museu Nacional, o então deputado federal Jair Messias Bolsonaro disse: “Tem recursos sobrando, o que falta é investir nessa área, o que não vem sendo feito. Nas mãos de quem está a administração do museu da Quinta da Boa Vista?”. Longe das selvas, dos grileiros e garimpeiros, vândalos e terroristas tocam fogo. O Estado Islâmico costuma queimar museus onde chega; queima até ruínas de mármore em países árabes! Na capital francesa, Paris, onde tem incêndio todo santo dia, fogo criminoso derrubou a Catedral Notre-Dame em abril de 2019. Ninguém foi acusado pelo incêndio no maior monumento católico da França.

A Notre-Dame tem mil anos; cantaria nas estruturas e madeira nos telhados.  O arquiteto diretor de monumentos Philippe Villeneuve disse que a culpa pelo fogo na Catedral “foi a poluição”. Os museus brasileiros foram queimados, não socorridos e nem restaurados. A diferença entre nós e eles, é que os franceses apagam e pagam. Os franceses fizeram “vaquinhas” para restaurar seu grande símbolo religioso. O bilionário Bernard Arnault e a LVMH doaram 200 milhões de euros (cerca de R$ 1 bilhão) para a reconstrução. 200 milhões de euros vieram da Bettencourt Meyers (L’Oreal). A Kering, do bilionário François Pinault, doou 100 milhões de euros. A Heritage Foundation e as “vaquinhas” podem atingir 660 milhões de euros (R$ 3 bilhões) para reconstruir a Notre-Dame, a Nossa Senhora deles.

Galdino Mesquita

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