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quinta-feira, 27 agosto, 2026

Paulo Guedes diz que privatizar o SUS nunca esteve sob análise

Com a repercussão negativa em torno da privatização do SUS, decreto foi revogado pelo presidente Jair Bolsonaro

Após a polemica de privatização do Sistema Único de Saúde (SUS) por meio de um decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro na última quarta-feira (28), o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a privatização do SUS jamais esteve sob análise da equipe econômica.

Após a repercussão negativa em torno da inclusão do SUS à política de fomento ao setor de atenção primária à saúde no seu programa de concessões e privatizações, o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), a medida foi revogada pelo próprio Bolsonaro.

O decreto previa a realização de estudos e a avaliação de parcerias com a iniciativa privada para a construção, a modernização e a operação de Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

Paulo Guedes, disse que houve, sim, uma intenção da área de parcerias público-privadas (PPP) em utilizar capital privado para finalização de obras de unidades de saúde. Em contrapartida, o governo ofereceria aos usuários um voucher para atendimento médico na rede privada, para suplementar o setor de saúde pública.

Segunda onda – Guedes falou ainda sobre as condições econômicas do governo caso o país seja atingido por uma segunda onda de infecções da covid-19. De acordo com ele, o governo tem fôlego para seguir até o fim do ano, mantendo os compromissos com as prorrogações do auxílio emergencial e de preservação do emprego. “Dali para frente é um ponto de interrogação. Se não trabalharmos as reformas teremos de novo um enorme desafio ano que vem”, disse.

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