Ao tomar posse como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Kassio Nunes Marques afirmou que o sistema eletrônico de votação brasileiro “constitui um patrimônio institucional da nossa democracia” e o que o considera “o mais avançado do mundo”.
O início da solenidade ocorreu 40 minutos depois da hora marcada em razão de mais um dos habituais atrasos de Lula (PT), mas foi marcado também por uma constatação constrangedora: poucas autoridades que compunham a mesa principal da solenidade demonstraram saber cantar o Hino Nacional.
Enquanto uma banda tocava, a maior parte das autoridades, incluindo o próprio presidente da República, mantinham-se com suas bocas fechadas e alguns arriscavam balbuciar o Hino, lembrando a cena frequente antes do início de jogos de futebol, quando as câmeras mostram os jogadores sem cantar o Hino do seu próprio País.
Enquanto alguns poucos cantavam o Hino Nacional a plenos pulmões, como a ministra Cármen Lúcia, que deixou a presidência do TSE, e o ministro André Mendonça, que é o novo vice-presidente, autoridades como Lula, Edson Fachin (presidente do STF), Paulo Gonet (procurador-geral) e Davi Alcolumbre (presidente do Senado) nem sequer tentavam acompanhar.
A cerimônia de posse contou com a presença, além de Lula, dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Fachin.
Em seu discurso, Nunes Marques destacou a obrigação de o TSE cumprir com missão constitucional de organizar eleições limpas e transparentes. “Reputo essencial que o TSE cumpra com sua missão constitucional de organizar, orientar e fiscalizar as eleições para que sejam eleições limpas e transparentes. É dessa maneira que cada voto deverá ser computado como expressão da soberania popular, haja respeito à liberdade de expressão e pensamento”, disse.





