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segunda-feira, 23 fevereiro, 2026

Sinais reforçam a importância do diagnóstico da leucemia

A leucemia é um grupo de cânceres que têm origem nas células da medula óssea e se manifesta principalmente pelo aumento anômalo de células sanguíneas imaturas, chamadas de células leucêmicas, que substituem as células normais e prejudicam a produção de glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. No mês do Fevereiro Laranja, campanha nacional de conscientização sobre a leucemia, o Hospital de Caridade São Vicente de Paulo alerta para a importância da atenção aos sinais iniciais da doença, reforçando que o diagnóstico precoce é decisivo para ampliar as chances de sucesso no tratamento e reduzir complicações, especialmente nas formas agudas, que podem evoluir rapidamente.

Causas e fatores de risco

“Não existe uma causa única identificada para a maioria dos casos de leucemia. Em geral, a doença resulta de mutações genéticas em células da medula óssea que desregulam divisão e diferenciação celular. Entre fatores de risco reconhecidos estão: exposição à radiação ionizante; exposição a substâncias químicas como benzeno; história prévia de quimioterapia ou radioterapia para outros cânceres; determinantes genéticos e síndromes congênitas; além de idade e sexo (alguns tipos são mais frequentes em idosos, outros na infância)”, explica o hematologista do HSV, Felipe Ribeiro Bruniera.

Sintomas: sinais que não devem ser ignorados

Os sinais de leucemia variam, podem ser vagos nos estágios iniciais e progredir rapidamente, sobretudo nas formas agudas. Os sintomas mais comuns incluem fadiga, fraqueza e palidez (anemia); febre e infecções de repetição; sangramentos fáceis, sangramento nas gengivas e manchas roxas/hematomas; dor óssea ou articular, aumento de gânglios, baço e fígado; e perda de peso sem causa aparente.

“Diagnóstico tardio aumenta risco de complicações; por isso, a investigação a partir de um hemograma alterado, seguida por exames confirmatórios (aspirado/biopsia de medula óssea, imunofenotipagem, citogenética e testes moleculares) é essencial”, reforça o especialista.

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